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SALVADOR

Abrigo tem como missão ‘cuidar, zelar, proteger e amar’

Jefferson Domingues

Por Jefferson Domingues

15/12/2019 - 9:56 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

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São mais de 50 crianças e adolescentes vivendo nas duas unidades | Foto: Raphael Müller | Ag. A TARDE
São mais de 50 crianças e adolescentes vivendo nas duas unidades | Foto: Raphael Müller | Ag. A TARDE -

Um lugar onde crianças abandonadas são acolhidas e recebem todo o suporte para crescer de forma digna. Este é o Lar Irmã Benedita Camurugi, criado em 28 de maio de 1994, mas que há mais de 50 anos oferece abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco ou vulnerabilidade social.

Fundada por Nilzete de Almeida Camurugi Menezes, a instituição começou a ganhar vida na Baixa de Quintas e hoje funciona em dois locais: Salvador e Simões Filho. São mais de 50 crianças e adolescentes vivendo nas duas unidades. “Cuidar, zelar, proteger e amar. Esta é a nossa missão”, diz Valdívia Adami, coordenadora da unidade de Salvador.

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Os jovens acolhidos pelo lar são encaminhados pelo Ministério Público, Conselho Tutelar e Juizado da Infância e Juventude.

Alguns chegam ao abrigo com um grande desgaste emocional, pelos traumas que sofreram. Quando chegam no abrigo, os jovens recebem acompanhamentos psicológico, social e pedagógico.

“Há casos que chegam com um abalo psicológico fora do comum. É um abalo emocional terrível. Quando é adolescente, principalmente”, relata Valdívia. O abrigo se mantém exclusivamente com doações. “Tudo aqui é fruto de doação. Não temos convênio”, revela a gestora da unidade de Salvador.

Em Simões Filho, a prefeitura arca com o salário dos funcionários, mas os mantimentos também são frutos de ajuda.

Várias campanhas são realizadas durante o ano pela instituição. “As crianças são da sociedade, não são do abrigo. É uma responsabilidade compartilhada”, frisa Valdívia.

Exemplo

Muito mais do que oferecer abrigo, o lar busca dar oportunidade aos “rejeitados” de terem o direito de sonhar. Alguns exemplos mostram o caminho de vitória de alguns ex-acolhidos.

Flávia Maria do Campo chegou à instituição quando tinha apenas 3 anos e ficou até os 18. Hoje, aos 26, está casada, tem um filho e continua ajudando a entidade. Ela ressalta a importância que a instituição teve na vida dela.

“Se não fosse esse lar, eu poderia não estar aqui. Não sei qual é a procedência dos meus pais, não conheço eles. Sempre me senti acolhida, como se fosse minha casa”, diz a moça, que destaca a proximidade com as responsáveis. “Nilzete e Valdívia tratam a gente como se fôssemos filhos. Se não tivesse amor, a gente não voltaria mais”.

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