SALVADOR
Alunos de colégio na Cidade Baixa convivem com onda de assaltos
Assaltantes conhecem a rotina de horários da instituição e sabem exatamente quando agir

Dois indivíduos tentaram esfaquear um grupo de estudantes que acabara de sair do Colégio Adventista de Itapagipe, no bairro de Roma, em Salvador. O pai de um dos garotos passava pelo local de carro, percebeu a situação e jogou o veículo nos meliantes, que fugiram do local.
A situação de assaltos, no entanto, é constante e assusta os pais e os próprios alunos, que acumulam frequentes abordagens. Os assaltantes já conhecem a rotina de horários da instituição e sabem exatamente quando agir.
Em conversa com o Portal A TARDE, Ivan Santana, pai de um dos estudantes, afirmou que a ronda escolar realizada pela Polícia Militar deixou de acontecer na região, que não mais teve policiamento.
"Acho que já chegou no limite, pois os pais já conversaram com a direção, a direção já enviou ofício ao batalhão, não existe mais ronda escolar. Estou vendo a hora de um desses meninos ser esfaqueado ou baleado".
Ele afirmou que os pais seguem a orientação de registrar o boletim de ocorrência, mas não obtiveram resultado. Os assaltos, segundo ele, acontecem tanto na rua quanto dentro dos ônibus.
"A orientação de prestar queixa nós fazemos. A situação está séria, está grave. Os meliantes sabem que os estudantes tem dinheiro para lanche, para transporte, tem celular. Já houve reunião de pais, onde pediram segurança, mas não surtiu efeito".
Estou vendo a hora de um desses meninos ser esfaqueado ou baleado
O Portal A TARDE contatou a direção do Colégio, que informou já ter encaminhado ofício à 17º Companhia Independente da Polícia Militar, solicitando rondas policiais.
A direção afirmou ainda que se reuniu com o comandante da 17ª CIPM, Major Alex, quando a situação foi apresentada e disse que viaturas já atuam nas imediações do colégio.
O Portal também solicitou informações à Polícia Militar e aguarda posicionamento do órgão. Entretanto, após o contato, policiais foram vistos na frente da escola.
Enquanto a situação não se resolve definitivamente, Ivan avalia transferir o filho do colégio, mas pondera: "Não sei se vou conseguir e não é só ele que estuda ali".
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