AMEAÇA DE PARALISAÇÃO
Bruno lava as mãos, diz vereador sobre impasse com rodoviários
Entrevistado no Isso É Bahia, Augusto Vasconcelos questiona modelo de gestão dos transportes

Por Lucas Franco

A ameaça de paralisação dos rodoviários por conta de impasse com as empresas de ônibus e a possibilidade de aumento da tarifa de ônibus foram temas discutidos no Isso É Bahia desta quarta-feira, 25. O programa da rádio A TARDE FM (103.9) recebeu o vereador de oposição Augusto Vasconcelos (PCdoB), que criticou o modelo de gestão de transportes do município, assinado durante a gestão do ex-prefeito e agora candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil)
“Na gestão de ACM Neto houve a implementação de um novo modelo de gestão, chamado outorga onerosa. Em todo o mundo o sistema de transporte público é subsidiário, é subsidiado pelo poder público, mas aqui há um modelo em que haveria necessidade de se fazer uma contrapartida para a o município em dinheiro, para aumentar a arrecadação do município”, disse Vasconcelos. “Não se levou em consideração que os melhores critérios deveriam ser os de ter menor tarifa e maior oferta da frota de ônibus”, completou o vereador.
Filiado a um partido da base aliada de Rui Costa, Vasconcelos apelou também para as esferas federal e estadual em busca de uma solução para as empresas e para os rodoviários. “Essa escalada do preço do diesel tem um impacto gigantesco no custo da operação. Com a hiperinflação dos combustíveis, não há transporte que funcione. Então também cobramos do Governo Federal e do Governo do Estado, que assumam a responsabilidade”.
No entanto, as maiores críticas do pcdobista foram direcionadas ao atual prefeito, Bruno Reis (UB), e seu antecessor, ACM Neto (UB). “A atual gestão, que é continuidade da anterior, tem promovido esse colapso”. O vereador de oposição disse na entrevista que o transporte tem sido tratado como negócio e que Bruno Reis não tem buscado uma alternativa duradoura ao propor subsídio que segura o preço da tarifa por dois meses. “A gestão municipal tem lavado as mãos e não há sinalização de revisão deste modelo de gestão”, alegou.
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