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Caso Colombiano e Catarina: Familiares fazem ato em denúncia por 11 anos de impunidade

Da Redação
Por Da Redação
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Colombiano e a esposa foram atingidos por tiros no bairro de Brotas, em Salvador | Foto: Reprodução | CTB
Colombiano e a esposa foram atingidos por tiros no bairro de Brotas, em Salvador | Foto: Reprodução | CTB - Foto: Reprodução | CTB

Familiares e amigos do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, assassinado em 2010 realizam um ato nesta terça-feira, 29, para lembrar os 11 anos do crime e denunciar a impunidade dos acusados pelo duplo homicídio. O protesto vai ocorrer em frente ao Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, a partir das 9h, respeitando as normas sanitárias de prevenção à Covid-19.

Durante todo esse tempo de espera por uma condenação, as pessoas próximas a Colombiano e Catarina têm denunciado constantemente a morosidade do sistema de justiça, o que, para elas, tem significado seletividade penal e impunidade.

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“Quando é para prender criminosos poderosos, endinheirados, o processo é essa lentidão que nós estamos acompanhando agora”, desabafa Geraldo Galindo, irmão de Catarina.

Relembre o caso

Paulo Colombiano era funcionário do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e responsável financeiro da instituição que, na época, tinha mais de 14 mil associados, 80 diretores e 52 funcionários. A folha de arrecadação do sindicato era de R$ 5 milhões por ano através das mensalidades dos sócios.

O casal foi morto em 2010 após uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde.

Cinco pessoas respondem ao processo relacionado ao crime em liberdade. Sendo dois deles os donos da Mastermed, empresa que prestava serviço de plano de saúde ao sindicato, Claudomiro e Cássio Santana. Os outros três seriam funcionários da empresa, identificados como Edilson Duarte de Araújo, Adailton de Jesus e Wagner Luiz Lopes. Todos foram presos em 2012, mas saíram da prisão cerca de 20 dias depois.

O assassinato aconteceu quando Colombiano voltava para casa, localizada no bairro de Brotas, depois de ter buscado no trabalho a esposa Catarina, que era funcionária e militante do Comitê Estadual do PCdoB na Bahia. Imediatamente, o caso ganhou repercussão na imprensa do estado, principalmente pela forma com que se deu a brutal execução do casal, à luz do dia e em uma das avenidas mais movimentadas da capital baiana

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