SALVADOR
Codesal mantém interdição da Ladeira da Montanha
Vistoria foi realizada no local nesta sexta-feira, 29

Devido ao risco de desabamento dos remanescentes das estruturas dos três imóveis em ruínas, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) manteve, nesta sexta-feira, 29, a interdição da Ladeira da Montanha, via que os bairros do Comércio ao Pelourinho.
A decisão foi tomada após vistoria de agentes do órgão e levou em conta também o risco de rolamento do material que permanece da encosta, proveniente do desabamento que ocorreu no último dia 21 de abril.
Segundo a Codesal, para a liberação da via, faz-se necessária a demolição das estruturas remanescentes pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da bahia (Conder), proprietária do imóveis, assim como a retirada do material do talude e das árvores que nasceram nas estruturas das ruínas, além da estabilização da encosta.
Ainda conforme o órgão, enquanto as ações não forem tomadas e houver perigo para passantes e condutores de veículos, a interdição da via será mantida.
Resposta da Conder
Em resposta, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) divulgou uma nota dizendo que, de acordo com laudo de vistoria realizada por uma especialista em estrutura, o desmoronamento do muro de alvenaria de pedra (contenção) - que não é de sua responsabilidade -, provocou o deslizamento de terra, a instabilidade no terreno que sustenta toda a área em declive na região e, consequentemente, acarretou no desabamento parcial do imóvel na Ladeira da Montanha.
"Vale registrar que cabe ao poder público municipal a manutenção tanto da contenção em alvenaria, quanto do sistema de drenagem pluvial. Técnicos da Conder estiveram no local, desde o registro do acidente na quinta-feira, 21, até a limpeza da área, com a conclusão da retirada do entulho acumulado na via na última quarta-feira, 27, conforme previsto pela companhia estadual", declara a nota.
A Conder ressaltou, ainda, que respondeu ao ofício da Codesal, solicitando providências com relação às condições do muro de alvenaria de pedra (contenção), onde há indícios de obstrução no sistema de drenagem, que ainda provoca instabilidade na área, impedindo, por uma questão de segurança, qualquer medida adicional pela companhia estadual.
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