PARADA DO ORGULHO LGBTQIA+
Da criançada aos "heróis", Parada leva diversidade às ruas de Salvador
Evento voltou à capital baiana após três anos sem acontecer devido a pandemia

O tempo nublado não conseguiu afastar o público da 20ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ da Bahia, neste domingo, 10. Com o tema “Por mais diversidade no mundo corporativo”, o evento levou centenas de pessoas para as ruas do Campo Grande, em Salvador, a fim de celebrar a diversidade e a luta pelos direitos.
A Parada volta à capital baiana após três anos sem acontecer devido a pandemia. O casal Jean e Douglas Sepulcro, de 42 e 30 anos respectivamente, não perderam a oportunidade de levar o filho Ravi, de 2, para participar. Ao Portal A TARDE, Jean falou sobre a importância de fazer o pequeno conhecer o evento.
“Estamos casados há 10 anos e somos pais dele há dois. Ele precisa, desde pequeno, conhecer o meio que a gente vive, se adaptar, entender que isso é normal”, explicou.

Ravi, que chegou a família quando tinha apenas dois dias de vida, ainda pode ser promovido a irmão mais velho. Isso porque o casal pretende adotar novamente em breve. “As condições financeiras não ajudam, mas pretendemos, sim. A experiência é maravilhosa, é tanto amor que não cabe na gente”, conta Jean.
Enquanto o irmão ou irmã não chega, Jean deixa claro que dentro da criação de Ravi não há espaço para preconceito. “A única coisa que a gente quer mostrar é o amor que a gente sente um pelo outro e por ele. Se as pessoas se incomodam com amor, eu não tenho nada a ver com isso”, dispara.

Quem também fez questão de marcar presença na Parada foi o auxiliar administrativo Douglas Vinícius, 22. De cadeira de rodas, ele diz que aprovou o tema escolhido para a caminhada neste ano, sobre diversidade no mercado de trabalho.
“Importante esse movimento que estamos vendo agora, né? Infelizmente, o Brasil é um dos dos países que mais mata LGBT no mundo. Toda essa situação é importante debater também no mundo corporativo, infelizmente, não há oportunidades suficientes para toda a nossa comunidade. Eu acho bacana toda essa conscientização, toda essa movimentação. Vamos continuar lutando pelos nossos direitos, continuar existindo”, afirmou.
E por falar em crimes contra a população LGBTQIA+, a comunidade também tem a sua própria heroína. Vestida como “mulher-aranha”, a drag Tinkell diz que vai lutar contra o preconceito.
“Eu acho que o Homem-Aranha representa a diversidade. Eu gosto do personagem e hoje eu vim aqui como super-heroína da minha comunidade. Estou muito feliz por estar aqui com minhas irmãs, celebrando a diversidade e a alegria da nossa comunidade”.

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