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Dirigentes da ONG Pierre Bourdieu são presos em operação

Da Redação
Por Da Redação
Equipamento apreendidos durante operação Prometheus
Equipamento apreendidos durante operação Prometheus -

O presidente Dênis de Carvalho Silva Gama, três diretores e o contador da Organização Não Governamental (ONG) Pierre Bourdieu, suspeita de ter celebrado convênios irregulares que envolvem recursos da ordem de R$ 100 milhões com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Esporte e Lazer (Secult) e com a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) , foram presos nesta sexta-feira, 2.

A ONG foi alvo de uma operação conjunta, denominada Prometheus, deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública e pelo Ministério Público Estadual, em cumprimento a sete mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. O dono de uma das empresas que forneciam notas fiscais também foi preso. Todos foram conduzidos à Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), no bairro de Piatã.

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Segundo a delegada da SSP Susy Ane Brandão, coordenadora da operação, "Os convênios sob investigação eram destinados à qualificação de funcionários de creches e escolas, mas ficou constatado que houve terceirização irregular para prestação do serviço".

A investigação teve início em novembro de 2012, quando um ex-integrante da ONG denunciou a falsificação do seu nome em um documento referente as eleições do quadriênio 2010/2014 da entidade. "A partir daí começamos a investigar outras ações da Ong, até que foram encontrados indícios de superfaturamento e desvio de recursos públicos", explicou a delegada.

O cumprimento dos mandados judiciais foram feitos nos Aflitos, na Avenida Paralela e nos bairros de São Marcos, Cabula, Caminho das Árvores, Imbuí e Itaigara, dentre outros. "As investigações prosseguem, visando principalmente a averiguar quanto dos recursos reservado aos convênios foi desviado", informou, em nota, a polícia.

Segundo os investigadores, a Operação Prometheus, além das prisões temporárias, resultou ainda na apreensão de computadores, de outros equipamentos eletrônicos e de documentos fiscais e de crédito, que foram encontrados em diversos locais, dentre os quais a sede da ONG, localizada nas proximidades do Largo dos Aflitos.

Operação

Cem policiais civis participaram da operação, coordenada pela delegada Susy Ane Brandão e pelo promotor Ariomar José Figueiredo da Silva, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Segundo a polícia, a operação busca comprovar autoria e materialidade de fatos relacionados aos crimes de falsidade ideológica, fraude a licitações, desvio de dinheiro público e outros delitos praticados contra a Administração Pública.

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