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Doron: o conjunto que virou bairro

Marilena Neco, do A Tarde
Por Marilena Neco, do A Tarde

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>>Moradores querem contar com mais áreas de lazer
>>Ocupações irregulares mudaram a feição original

O Doron é um conjunto residencial que foi ganhando autonomia, tornando-se independente, a ponto de, hoje em dia, ser considerado um bairro.

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Com uma história não muito diferente de muitos locais em Salvador, o Doron, na verdade Cabula IX, como explica Ailton dos Santos Ferreira, subsecretário para Assuntos de Descentralização Regional, fica encravado entre Narandiba e tem ligação com a Av. Paralela através da Avenida Edgard Santos. Na sua frente está o bairro do Cabula. No fundo, o Conjunto Saboeiro.

Tipicamente residencial, tendo entre os moradores muitos servidores públicos e universitários, o Doron se inicia na Rua Eugênio Ribeiro, a entrada para o conjunto. A partir dela, seguem-se outras, por onde se espalham pontos comerciais, que foram surgindo para suprir a necessidade dos moradores.

A autonomia que fez o conjunto ir se confundindo com um bairro aconteceu à medida que passou a ganhar infra-estrutura de serviço, linhas próprias de ônibus e até um ponto final de
linha para os coletivos que servem ao local. Bem diferente
dos primeiros anos, quando a única opção era o ônibus Cabula VI, que só ia até a entrada do conjunto.

“Por volta de 82, o Doron era percebido como um conjunto de prédios baixos, cercados de árvores por todos os lados, e mais parecia uma cidadezinha do interior, com casas sobre as outras. Nas cercanias, poucas barracas improvisadas abasteciam os moradores e transeuntes”, ressalta Ailton Ferreira.

janelas – Segundo relembra a funcionária pública Tânia Reis, uma das primeiras moradoras, o Conjunto Doron pertencia à antiga Urbis e foi construído na década de 1980, sendo batizado com o nome da construtora responsável pelas obras, a Construtora Doron, que dividiu o conjunto em Doron A e Doron B.

“A primeira etapa, construída com prédios de janelas de alumínio, foi chamada de Doron A. A segunda ganhou janelas de madeira e foi batizada de Doron B. Mas, na verdade, essa divisão nunca existiu, pois o Conjunto Doron é único e vai do bloco 1 ao 161. A divisão foi apenas de estrutura”, explica a servidora pública, que ocupou um dos apartamentos quando os imóveis foram entregues, em 1983.

“Nessa época, o conjunto era precário de tudo. Faltava água constantemente. O crescimento foi se dando a partir da instalação de pontos comerciais instalados com autorização da Urbis”, informa, acrescentando que, no começo, eram barraquinhas, que vendiam leite, pão e outros artigos de mercearia. “Hoje, temos praticamente tudo. Conquistas obtidas com a união dos moradores”, diz Tânia Reis.

“Ainda hoje, é assim. O que for de benefício para o local, a gente se une para conseguir”, reforça, justificando que, por isso, uma associação de moradores nunca precisou ser formalizada. “Hoje, a gente está pensando em fundar uma até para facilitar as nossas reivindicações perante os órgãos públicos”, explica.

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