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SALVADOR

Graffiti com a cara do Nordeste

Guilherme Lopes, do A TARDE On Line
Por Guilherme Lopes, do A TARDE On Line

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Marcos Costa e Denis Sena, dois importantes grafiteiros da atualidade em Salvador, revelam que a pintura de rua baiana ainda tem forte influência da cultura dos EUA, especialmente aquela cultivada pelo Hip-hop, ritmo musical favorito hoje entre boa parte dos artistas de rua da capital.

Por isso, desenhos conhecidos como “letrados”, compostos por frases ou palavras escritas com letras distorcidas, são mais comuns do que as formas chamadas “figurativas”, que contêm figuras humanas ou animais; e do que as formas “abstratas”, onde a presença de desenhos difusos e a influência do psicodelismo têm presença forte.

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Ambos lamentam esta realidade, mas reforçam que o importante é cada artista prezar pela liberdade de escolha em criar sua própria identidade: “e se for a do hip hop, beleza!”, diz Sena.

Os dois fazem parte de um grupo de artistas que valorizam mais formas “figurativas”, dão maior destaque a elementos da cultura africana e, no caso de Sena, também indígena, em seu trabalho. “Outro representante desta vertente é Lee 27, que trabalha muito com orixás”, explica Marcos Costa.

Costa diz usar elementos africanos porque tem mais identidade com sua história. “É uma forma de mostrar as injustiças sofridas pelos negros em nosso país”.

Para Sena, que reconhece já haver tido muita influência de hip hop e cultua norte-americana em sua obra no começo da carreira, a presença de elementos africanos e indígenas “é uma homenagem ao nosso povo”. Ele diz, ainda, que as formas figurativas e abstratas, quando contêm estes elementos, são as mais apreciadas por artistas estrangeiros, “simplesmente porque lá não existe, é quase invenção nossa”.

Ele fala por experiência própria. Em 2007, foi convidado para ir a Nova Iorque participar de uma série de eventos relacionados com o grafite e realizou uma obra na qual o personagem principal era um rapaz vestindo agasalho de inverno e um chapéu de couro, típico de cangaceiro. “O pessoal de lá adorou o trabalho, isso além de alguns brasileiros, que viram o desenho e gritaram logo: “é o nordeste ali!”.

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