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Imagens da Casa Pia precisam de restauração

Mary Weinstein
Por Mary Weinstein

O novo provedor da Casa Pia e Colégio dos Órfaos de São Joaquim, Otávio Tourinho Dantas, atesta o bom estado de conservação das dependências do antigo convento de jesuítas. Apenas a capela e suas imagens precisam ter madeiras e douramentos restaurados.

O trabalho está estimado em aproximadamente R$ 50 mil e a instituição não teria como absorver essa despesa no momento. Outro espaço que precisa de obras é o banheiro dos jesuítas.

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O gestor decidiu suspender as festas de casamento que aconteciam nos pátios da Casa Pia. “Porque estavam deturpando o sentido do lugar, fazendo dali uma casa de eventos”, disse.

Ainda segundo ele, “não é justo para um local onde há 200 meninos dormindo. Por causa dessas festas, ficou-se pensando que a instituição é muito rica. E não é”, esclareceu. Nela, onde trabalham 50 funcionários, são servidas cinco refeições por dia”.

Débitos - “A nossa preocupação é com os [órfãos] que chegam com 5 anos de idade”, explica o provedor. Segundo Tourinho Dantas, a instituição que dirige “não está mal, está muito bem”.

Conforme expõe o provedor, sustenta-se com o aluguel de imóveis que tem, embora vários deles estejam em disputa na Justiça. “Temos R$ 1 milhão em questão. Um inquilino de um edifício no Comércio não paga nem um tostão de aluguel há 14 anos, nem impostos”, exemplificou.

Em grande parte, as doações à Casa Pia foram feitas no passado por pessoas abastadas, como a senhora Úrsula Catharino, da família Martins Catharino. “Hoje não doam, não vêm motivação.

Atualmente, somente uma grande empresa faz isso – a Companhia Aliança da Bahia – e a Fundação Jesus Maria José. O resto da receita vem dos aluguéis. Há feirantes que colocam o carro aqui e nos oferecem em provimentos”, detalha o provedor da instituição.

História - A Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim foi convento de jesuítas, até que esses religiosos foram expulsos do Brasil pelo marquês de Pombal, no século XVIII.
Foi quando dom João VI deu ao frei Joaquim do Livramento permissão para criar um local de amparo para meninos que pediam esmolas nas ruas.

Com essa concessão, foi aberto um colégio em 1799 no Barbalho, que, em 1826, foi transferido para o antigo convento, aí, sim, transformado em Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim.

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