SALVADOR
Imagens não ajudam a identificar assassino de policial

As imagens gravadas pelas câmeras do micrônibus da empresa São Cristóvão, linha Luiz Anselmo-Vale do Matatu/Campo Grande-Circular, não possibilitaram a polícia identificar quem assassinou o tenente reformado da Polícia Militar João Batista Cruz Pontes, 53 anos, com um tiro no tórax na última terça-feira, 12, na ladeira dos Bandeirantes, em Matatu de Brotas. O delegado de Repressão a Furtos e Roubos, Antônio Cláudio Pereira, que investiga o crime, afirmou que já trabalha com a hipótese de apenas um criminoso, ao invés de dois.
As imagens mostram a movimentação antes e o tumulto depois do crime. “O assassino está entre os passageiros, mas ainda não é possível identificá-lo. O tiro foi dado fora do microônibus e não de dentro dele para fora“, afirmou o delegado. Pereira explicou que depende de mais depoimentos para chegar ao autor do crime. “A investigação está com dificuldades por falta de testemunhas“, disse.
A testemunha-chave recusou-se a depor. É um jovem que, instantes depois do criminoso saltar do veículo, pediu ao motorista que parasse o microônibus porque acabara de acontecer um roubo dentro do coletivo.
A polícia não confirmou se foi o próprio jovem a pessoa roubada pelo assassino. O crime aconteceu em seguida , quando o tenente reformado ficou por alguns minutos na escada de saída do ônibus à procura do bandido. Segundo a polícia, foi neste momento que o criminoso retornou até o veículo
Conforme relato não oficial do motorista do microônibus, o tenente chegou a levantar a blusa querendo mostrar que não estava armado. Nesta hora, foi alvejado. O delegado Pereira confirmou que não se foi um crime em conseqüência de um assalto a ônibus, mas foi resultado de uma ”retaliação” do criminoso ao tenente João Batista.