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Imagens no celular correm risco de parar na rede

Publicado sexta-feira, 29 de junho de 2012 às 00:16 h | Atualizado em 22/01/2021, 00:00 | Autor: Franco Adailton e Helga Cirino
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A TARDE, em abril, alertou os leitores quanto aos riscos de praticar sexting, troca de mensagens com cunho sexual via celular, expostas na internet. A ação, que se tornou febre entre crianças e adolescentes, tem preocupado pais e especialistas.

Equipe do A TARDE colheu depoimentos de adolescentes que enviam a namorados e parceiros imagens comprometedoras, feitas de forma amadora e que, ao serem postadas na internet, são proliferadas na rede. Algumas viraram conteúdos para sites de pedofilia e são vistas por um grande público.

Histórias - M.F.S, 16, estudante do 2º ano do ensino médio de uma escola particular de Salvador, admitiu acessar programas de mensagens instantâneas para “teclar” com o namorado, que só encontra pessoalmente nos fins de semana.

Juntos há quatro meses, eles chegam a mostrar os corpos nus pela webcam. Para a garota, as imagens ali mostradas estão seguras. “Confio 100% nele, sei que ele não vai usar isso para me fazer mal”, garantiu a jovem.

A ex-namorada de D.V.S., 23 anos, não tem boas lembranças da prática do sexting para contar. Por três anos, o casal trocou fotos de conteúdo inapropriado e, quando se encontrava, fazia vídeos de sexo. Um desleixo  teria sido o motivo que levou um dos vídeos a ser compartilhado por amigos do jovem.

Ao perceber que a intimidade havia sido exposta no grupo de amigos do então namorado, a adolescente, de 17 anos, decidiu romper o relacionamento. A garota ficou um tempo sem vir à capital e, desde então, os dois não mais se falaram.

Precauções para navegar na internet:

CUIDADO - Não tenha  namorados virtuais e negue-se a produzir ou publicar imagens
sensuais

ORIENTAÇÃO - Crianças devem ser  instruídas  a falar para os pais sobre investidas de estranhos no mundo virtual

DISCRIÇÃO - Informações sobre a vida pessoal devem ser limitadas nos sites de relacionamento

DIÁLOGO - Ambientes familiar e escolar devem abrir espaço de escuta para crianças e adolescentes. Pais, o diálogo  com os filhos deve ser permanente

ATUALIZAÇÃO - Pais que não se adequaram a novas tecnologias devem se informar. Pode ser um meio para dialogar e conhecer as pessoas que se relacionam com os filhos

RISCO - O que é publicado na rede pode ficar disponível a pessoas de má-fé. Conheça e use mecanismos de privacidade 

EDUCAÇÃO - Limites e valores familiares devem ser discutidos em relação ao mundo virtual

DENÚNCIAS - A ONG SaferNet mantém um canal aberto para quem precisa denunciar: safernet.org.br/site/denunciar/

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