SALVADOR
Incêndio destrói loja de utensílios e fumaça afugenta moradores

Duas guarnições do Corpo de Bombeiros lutaram durante quase toda a noite desta quarta para debelar o incêndio na loja Mini Preço, em Amaralina. A grande quantidade de fumaça expelida atingiu dezenas de casas de pelo menos seis ruas do bairro e do Nordeste de Amaralina.
Com olhos lacrimejantes e tossindo com insistência, moradores tiveram que deixar suas casas à espera de que a fumaça fosse dissipada. Era forte o odor de plástico queimado que tomava conta de todo o quarteirão, onde está localizada a loja. Nos momentos de maior densidade da fumaça, era praticamente impossível avistar alguém a uma distância de dois metros.
Até a 0h desta quinta os bombeiros não tinham entrado na loja para atacar diretamente o ponto central das labaredas. A informação era de que o incêndio começou, por volta das 21h, no segundo subsolo, o que só dificultava o trabalho dos bombeiros. Desesperados, os donos do estabelecimento não quiseram falar com a imprensa. O chefe da operação, tenente Daniel, declarou que só iria prestar esclarecimentos quando o trabalho tivesse concluído.
Fumaça - Funcionários da loja informaram à reportagem que nos últimos dois dias chegou ao estabelecimento uma grande quantidade de material, devido ao aumento de movimento consequente das compras de fim de ano. O estabelecimento localizado na Rua Jânio Quadros é voltado para a venda de utensílios domésticos.
“Ninguém conseguiu ficar em casa. A fumaça era muito forte”, disse o ourives Fabiano Alves Costa. Ele mora numa casa com outras nove pessoas na Rua Balneário, vizinha ao Mini Preço. “Está todo mundo com os olhos avermelhados e tossindo bastante. Estamos com medo porque esta fumaça só pode ser altamente tóxica”, declarou o ourives.
Já a estudante Carolina Conceição, 17 anos, moradora do bairro vizinho, Nordeste de Amaralina disse: “A fumaça tomou conta. Não tem ninguém dentro de casa”.