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Incêndio em loja de utensílios domésticos dura mais de 27 horas

Hieros Vasconcelos e Meire Oliveira
Por Hieros Vasconcelos e Meire Oliveira
| Atualizada em

Bolas de fogo e de fumaça invadiram o céu do bairro de Amaralina na noite desta quinta, após o incêndio iniciado no subsolo da loja de utensílios domésticos MiniPreço, na noite de quarta-feira (por volta das 20h30), ter se alastrado para o térreo, o primeiro e o segundo andares do estabelecimento. Até as 23h30 desta quinta, os bombeiros continuavam a combater o fogo.

A Rua Jânio Quadros, onde está localizada a loja, foi tomada por 70 homens e oito veículos do Corpo de Bombeiros, além de viaturas da Polícia Militar e carros-pipa da Embasa. Foi preciso ainda ajuda de veículos anti-incêndio da Infraero e da Braskem. A Coelba foi acionada para desligar a rede elétrica da região para que não fosse atingida pelo fogo, que, em vários momentos, teve grande altura.

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O incêndio causou a interdição de pelo menos dez casas próximas à loja, deixando pelo menos uma delas condenada, com rachaduras e iminência de desabamento, conforme a Codesal.

O coronel Nelson Vasconcelos, que coordenou a ação dos bombeiros durante o dia de ontem, afirmou que a dificuldade em debelar as chamas se deve à grande quantidade de material inflamável que estava estocada dentro da loja. A maioria dos produtos era de plástico, mas lá também havia materiais como tintas e sprays para pinturas.

Segundo o coronel, o estabelecimento tinha armazenado “uma elevada quantidade de mercadoria, acima de sua capacidade”. Cerca de 15 carretas saíram do local com mercadorias destruídas pelo fogo.

O prédio tem quatro pavimentos e 1,2 mil metros quadrados de área construída. O subsolo, onde começou o incêndio, juntamente com o antigo estacionamento, foram fechados pelo proprietário para armazenar os produtos.

O proprietário do mercado, Dorival Lacerda, se recusou a falar com a imprensa, no entanto a sua advogada, Eliane Rangel, informou que as famílias que tiveram suas casas interditadas dormirão em um hotel até que a situação seja resolvida. Após o resultado da perícia, moradores que tiverem imóveis condenados serão indenizados, informou representantes da Codesal.

Um bombeiro que optou pelo anonimato listou outros problemas que estavam prorrogando o incêndio. “No 3º GBM, estamos com três viaturas e duas escadas magirus quebradas, uma de 35 metros e outra de 45. De lá, só tem aqui duas viaturas. As outras três que estão aqui são do 10º e 1º GBM. De todas as que estamos usando, duas são de busca e salvamento, que são apropriadas para esse tipo de situação”, relatou o bombeiro, que ainda reclamou da baixa potência e distância do único hidrante da área. Uma grande escada foi levada ao local, mas por motivos não esclarecidos, não foi utilizada pelo CB.

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