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Insegurança é estigma do Centro Histórico

Amélia Vieira l A TARDE
Por Amélia Vieira l A TARDE
| Atualizada em

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Não há registro de homicídios no Pelourinho nos últimos anos, assim como ocorrências de roubos (com uso de violência) em boletins da delegacia responsável pela área. Mas, então, por que os baianos consideram o Centro Histórico um lugar perigoso e temem circular por lá?

O subprefeito do Centro Histórico, o administrador José Augusto Leal, tem uma resposta histórica e sociológica. Remete à década de 1930, quando o intendente de então determinou que todos os prostíbulos da cidade fossem transferidos para a região do Maciel. “Isso criou uma visão estereotipada e preconceituosa”, justifica Leal. O estigma perdura até hoje.

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Mas fenômenos contemporâneos reforçam a sensação de insegurança. O principal deles é a circulação dos chamados sacizeiros (usuários de crack). Eles perambulam pelas ladeiras e ruas estreitas, atraídos pelos turistas que visitam a área, na esperança de conseguir algum trocado para comprar droga. O assédio assusta e incomoda visitantes e baianos.

Marita Souza, titular da Delegacia do Turista (Deltur), reitera que crimes como homicídios, sequestros e roubos são incomuns na circunscrição, à qual compete todas as ocorrências do entorno do Centro Histórico, como parte da Baixa dos Sapateiros, independentemente do envolvimento de turistas.

Entre as ações mais recentes das polícias Civil e Militar, ela elenca o controle do tráfico e do uso de drogas na Rua do Gravatá (“cracolândia”), bem como a dissolução do comércio ilícito de entorpecentes na Rocinha – a comunidade foi extinta e uma vila está sendo erguida no lugar.

“O problema social, como a desestrutura das famílias, reflete-se aqui”, aponta Marita, há sete anos como titular da Deltur. Segundo a delegada, o delito mais comum na área é o furto inapropriado, no qual o ladrão pega objeto de valor e corre.

O coronel José Jorge Nascimento, do 18º Batalhão de Polícia Militar (Pelourinho), salienta que o policiamento ostensivo do Centro Histórico acontece “24 horas”. Ele, contudo, elenca dificuldades.

“O tráfico aqui é de formiguinha”, diz. Ou seja, os traficantes ficam com pequenas quantidades de drogas e, quando pegos, alegam ser usuários. São conduzidos à delegacia, é lavrado um termo circunstanciado e eles são liberados em seguida.

Insegurança - A sensação de insegurança tem outros fatores. No Plano de Requalificação Participativo do Centro Antigo de Salvador, coordenado pelo Escritório de Referência do Centro Antigo, unidade gerencial vinculada à Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, o capítulo dedicado à Segurança Pública aponta alguns problemas relacionados.

Entre fatores que influenciam a insegurança estão: assédio dos ambulantes, pedintes e “flanelinhas”; crianças e adolescentes em situação de rua; iluminação pública deficiente; prostituição; estacionamento irregular; uso e ocupação desordenada do solo; imóveis abandonados; coleta e reciclagem de lixo; consumo e tráfico de drogas.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta terça-feira, 7, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

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