SALVADOR
Interdição de píer provoca transtornos para passageiros

A interdição do píer principal do Terminal Náutico da Bahia, que fica no bairro do Comércio, está causando transtornos para turistas e donos de lanchas e escunas. Com o bloqueio, feito na última terça-feira, as cerca de 35 embarcações que operam diariamente no local são obrigadas a dividir o mesmo ponto de embarque e desembarque de passageiros, que tem extensão bem reduzida se comparado com o interditado.
Os proprietários de escunas são os principais prejudicados com o fechamento do píer, afirma Cláudio da Silva, que trabalha com pacotes turísticos no terminal. Segundo ele, no último final de semana, as pessoas que buscaram o terminal náutico para ir à Ilha de Morro de São Paulo tiveram de esperar mais de 30 minutos para embarcar. Normalmente, o tempo de embarque é de menos de 10 minutos.
“Os passeios turísticos pela Baía de Todos-os-Santos também ficaram comprometidos”, reclama Cláudio da Silva, que acrescenta: “O problema com o píer não é recente. Há alguns meses, os donos de lanchas e escunas tiveram de arcar com os reparos que precisaram ser feitos no píer. Acredito que isso não seja uma obrigação nossa e, sim, do órgão responsável pelo terminal”.
Sudesb - A Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), administradora do terminal, informou, por meio da assessoria de comunicação, que os reparos no píer não têm prazo para começar. Segundo o órgão, os danos provocados pelas chuvas que caíram na cidade entre os dias 6 e 7 deste mês estão sendo analisados por um engenheiro náutico contratado pela Sudesb. O laudo a ser elaborado pelo engenheiro é que indicará as intervenções a serem realizadas, conforme diz a assessoria. Não há prazo para finalização da análise.
Uma nota de esclarecimento publicada no site da Sudesb comunica que o local foi interditado para “garantir a segurança dos usuários dos serviços”. Ainda de acordo com o texto, “as alternativas dadas pela administração do terminal, durante este período, serão: as lanchas que fazem a travessia de Salvador a Mar Grande utilizarão uma balsa de apoio no próprio terminal, e as embarcações que fazem a linha Salvador-Morro de São Paulo realizarão o embarque e desembarque pela Marina do próprio terminal”.
Para Cremilson Santos, gerente de embarcações da Vera Cruz Transporte Marítimo, que faz o translado para a Ilha de Itaparica e Mar Grande, “os paliativos melhoram a situação, mas é preciso recuperar o píer o quanto antes para evitar mais transtornos”.