SALVADOR
Pai de perito morto pede que corregedor da PM se afaste do caso
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O pai do perito Hilton Martins Rivas Júnior, de 25 anos - morto há uma semana, após ser baleado pelo tenente Fagner Costa Santos em abordagem da Polícia Militar (PM) - pediu a exclusão do corregedor da PM, Manoel Francisco Bastos, da investigação deste caso. O corregedor declarou à imprensa, no dia seguinte ao crime, que o tenente tinha razão e atirou no perito em legítima defesa.
Hilton Rivas argumenta que pelas afirmações feitas pelo corregedor "ele demonstrou que já absolveu o seu comandado". A declaração foi dada após a missa de sétimo dia da morte do perito, realizada na manhã desta terça-feira, 4, na Igreja de Santo Antônio, no Santo Antônio Além do Carmo.
Rivas diz que soube que o tenente não teria se pronunciado em depoimento prestado na 2ª delegacia, na última sexta-feira, 31. Rivas também disse ter sido informado da instauração de inquérito na Polícia Militar, mas que nenhuma testemunha que prestou depoimento à Polícia Civil teria sido chamada. Ele afirma ainda que a família também não foi procurada pela PM. "A dor da família é não saber o que a Polícia Militar está fazendo", disse Rivas.
Cerca de 70 pessoas, entre parentes e amigos, participaram da missa. Representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc) e colegas de trabalho do perito também compareceram.
*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
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