SALVADOR
Personagem de militar atrai polêmica para o Ó paí, ó

Os quartéis da Polícia Militar baiana estão em convulsão e, dessa vez, não é por causa de nenhuma greve por melhores salários. O motivo é o filme Ó paí ó da cineasta Monique Gardenberg, baseado na peça homônima do Bando de Teatro Olodum, cuja história se passa num cortiço do Pelourinho. Os policiais se acharam ofendidíssimos com o personagem Rato, do ator Gustavo Mello, um PM que trabalha na região do centro histórico e, por estar devendo dinheiro ao comerciante Seu Jerônimo (Stênio Garcia), que tem uma loja de artesanato no Pelô, aceita a proposta de trocar a dívida por um favor sórdido: eliminar menores de rua, entre eles, os irmãos Cosme e Damião, que vivem a atazanar os turistas freqüentadores de seu negócio.
O sargento Oscar Pires de Jesus Neto, com 27 anos de corporação, tomou a iniciativa esta semana de pedir providências à Procuradoria de Justiça da Bahia e ao Comando da PM para que os responsáveis pelas “ofensas” à farda da “briosa Polícia Militar” sejam processados e o filme saia de circulação ou, pelo menos, que as cenas de Rato sejam eliminadas da fita.
À proposta do sargento Pires aderiu o comandante-geral da PM, coronel Antonio Jorge Ribeiro de Santana, que enviou novo ofício à Procuradoria do Estado, solicitando “medidas cíveis e criminais cabíveis decorrentes da exibição do filme com imagens de um ator ostentando uniforme operacional básico da PM-BA sem autorização e apresentando comportamento ofensivo à imagem, à reputação e à boa fama da briosa PM-BA”.
Curiosamente, foi um civil quem alertou o sargento Pires. “Um amigo explicou que a fita ‘acabava com a PM’ e seus integrantes deveriam tomar alguma providência”.
Leia matéria completa na edição deste domingo no Jornal A TARDE