SALVADOR
Praças da Avenida Centenário são entregues à população
Com ou sem a polêmica por causa da cobertura do Rio dos Seixos, a nova Avenida Centenário foi entregue neste domingo, 21, ao uso, embora com alguns arremates ainda sendo feitos pelos trabalhadores. Indiferentes às máquinas, muitas crianças e adultos passeavam pelas pistas de corrida e pela ciclovia. Outros preferiram se divertir na grama e nos parques infantis.
Quem esteve no local na manhã deste domingo esperava ver um ato inaugural solene, como, aliás, foi anunciado pela prefeitura. Mas o secretário dos Transportes e Infra-Estrutura (Setin), Almir Melo, disse que essa inauguração oficial foi transferida para esta semana. Segundo ele, o motivo é que faltam arremates na obra, como o banho de asfalto das duas pistas de veículos e a sinalização horizontal e vertical em alguns trechos. “O entorno em si, a praça central e periferias já estão prontas”, assinalou.
A Centenário ganhou dois parques, instalados no canteiro central sobre as placas de concreto que agora cobrem o rio que existe no local. Um foi totalmente cercado por toras baixas de madeira e fica na ponta próxima ao Shopping Barra. O outro, sem a separação entre a área infantil e a dos adultos, fica defronte à entrada do bairro do Calabar. Indiferentes a esses detalhes, as crianças dos dois lados mostravam-se felizes com os seus novos brinquedos.
Além dos parques, bancos, quiosques, ciclovia, pistas para caminhadas, gramado e equipamentos de ginástica formam o conjunto de lazer.
Enquanto as crianças se divertiam, os adultos ainda discutiam sobre a cobertura de concreto sobre o Rio dos Seixos. “Eles diziam que era um rio, mas era uma vala onde dava rato e muriçoca”, defendeu o morador Ronaldo Figueiredo da Costa Lino, 43 anos, morador do bairro do Chame-Chame há 30 anos. “Mas em grandes cidades de países avançados nunca se perde uma oportunidade de recuperar um rio, seja ele pequeno ou grande”, contestou o aposentado Raimundo Mazza, 72, morador da área há quatro décadas. Mazza considerou que deveria ter sido dada uma chance à natureza.
POLICIAMENTO – A dentista Flávia Motta, 32, esteve com a filha de 2 anos, ontem, na Centenário. Ela aprovou a recuperação, mesmo com o projeto provocando o fechamento do canal, mas reclamou da falta de policiamento. Sobre o Rio dos Seixos, a dentista considerou que é preciso esperar a primeira chuva forte para avaliar se a cobertura será eficiente. “A manter um rio sujo, é melhor cobrir, principalmente para evitar doenças e insetos”, opinou Flávia. Ela sugere vigilância constante para evitar depredações às praças e seus equipamentos, e o fechamento com tapumes durante o Carnaval.
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