PROJETO DO EXECUTIVO
Prefeito deve aprovar esse “monstrinho”, diz Brito sobre IPTU
Vereador conclamou colegas e população a se posicionarem contrários à proposta projeto de reajuste do IPTU


O vereador de Salvador e tributarista Edvaldo Brito (PSD), mediador da audiência pública que discute a forma cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os soteropolitanos, criticou o projeto enviado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), que visa readequar o tributo a partir de 2023 e conclamou a população e os colegas vereadores a se manifestarem sobre a proposta do Executivo.
“Ele deu um aumento linear [do IPTU] sobre todos os imóveis sem saber se o imóvel desvalorizou ou se o imóvel valorizou”, alerta o vereador.
O edil chama a atenção ainda que a probabilidade do projeto do Executivo ser aprovado na Casa, já que os vereadores da base de Bruno Reis são maioria no Legislativo soteropolitano.
“A Câmara de Vereadores tem maioria do prefeito, essa maioria vota cegamente com o que ele manda e vota e cegamente com o prefeito, nós não vamos ter a oportunidade de derrubar isso. São 43 vereadores, desses, tirando o presidente Geral Junior [MDB], todos votam. O Prefeito precisa de 29 votos para aprovar esse ‘monstrinho’ que ele mandou. Ele vai conseguir, se o povo continuar ‘carneiro’ e sem tomar as posições”, apontou Brito.
O edil falou ainda que foi justo o posicionamento do presidente da Casa, em dizer, na sessão ordinária da terça-feira, 22, que só colocará em votação o projeto sobre o IPTU e outros temas após a Prefeitura de Salvador se posicionar a respeito da Emenda Constitucional que reajusta o piso salarial dos agentes comunitários de saúde de combates às endemias, aprovado pelo Congresso desde maio deste ano e garantido em projeto votado pela CMS, vetado pelo prefeito, mas com veto derrubado pelos vereadores.
“É legítima a reivindicação [dos agentes]. Assim como é legítima a posição do presidente Geraldo Junior dizendo não votar mais nada se não houver uma solução para esse assunto. E é um dinheiro que não é do município. Esse dinheiro vem do Governo Federal e aqui o Governo Municipal fica regateando”, argumentou.