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Ricos de Salvador ganham 25 vezes mais que pobres

A Tarde On Line
Por A Tarde On Line

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Levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira aponta a Região Metropolitana de Salvador como uma das maiores desigualdades sociais do mundo, com diferença de renda entre moradores de até 2.532%. Baseado em informações dos censos de 1991 e 2000, o estudo identificou as regiões mais ricas e mais pobres da capital baiana.



A maior renda per capita foi registrada no bairro do Itaigara, onde os moradores ganham em média R$ 2.135,54 (em valores de 2000). O valor é 25 vezes superior ao encontrado na região mais pobre (Aratu, Cotegipe, Mapele, Palmares e Santo Antonio do Rio das Pedras, em Simões Filho), cujos habitantes têm renda média de R$ 81,13 por mês.



Os dados sobre a metrópole baiana constam no Atlas do Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Salvador, desenvolvido pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e pela Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia), em parceria com a Fundação João Pinheiro e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).



De acordo com a pesquisa, o fosso entre os ricos e pobres de Salvador supera em 500% a maior diferença de renda existente entre estados brasileiros, registrada entre habitantes do Distrito Federal e do Maranhão, que ganham em média cinco vezes menos que os residentes na capital do País.



Para traçar o mapa da desigualdade na capital baiana, o estudo da ONU dividiu a Região Metropolitana de Salvador em 149 setores, de acordo com as condições de vida dos moradores. Cada um deles apresenta níveis semelhantes de acesso a emprego, educação, saúde e habitação.



O contraste entre ricos e pobres na metrópole baiana é tão intenso que, se a RMS fosse um país, teria a segunda pior distribuição de renda do mundo. Apenas a Namíbia teria posição pior, segundo o Índice Gini — indicador de desigualdade de renda que varia de 0 a 1, sendo 0 uma situação na qual toda a população tem renda equivalente, e 1 se apenas uma pessoa detém toda a riqueza do país. O índice da RMS é de 0,66, pior que o do Brasil (de 0,580). O da Namíbia é de 0,743.



As disparidades reveladas pelo Atlas mostram regiões de Salvador com índices de desenvolvimento humano (IDH) superiores ao da Noruega, país que há seis anos possui o melhor IDH do mundo. Enquanto no país nórdico o índice chega a 0,965, no Itaigara vai a 0,971, e no Caminho das Árvores, Pituba (área do Loteamento Aquarius) e Brotas (Av. Santiago de Compostela) a 0,968.



Na avenida Paulo VI e Parque Nossa Senhora da Luz foi registrado IDH igual ao norueguês. Se fossem municípios, essas localidades, e outras dez da Região Metropolitana de Salvador, superariam a cidade brasileira de maior IDH, São Caetano do Sul (0,919), na Grande São Paulo.



Embora possua uma das piores distribuições de renda do mundo, Salvador possui IDH melhor que os dos Estados do Nordeste: 0,791. O maior é o de Pernambuco, com 0,643. Se fosse uma unidade da Federação, a capital baiana teria o sexto melhor indicador do Brasil, inferior ao do Distrito Federal (0,844), Santa Catarina (0,822), São Paulo (0,820), Rio Grande do Sul (0,814) e Rio de Janeiro (0,807). O IDH da Grande Salvador é praticamente o mesmo da média nacional, de 0,792.

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