SALVADOR
Tico Santa Cruz debate sobre o extermínio de jovens negros

Por Ana Paula Santos

"Queremos a juventude viva". Foi com esta afirmação que 50 adolescentes se reuniram nesta quarta-feira, 11, no Espaço Cultural Alagados, no bairro do Uruguai, para conversar sobre o extermínio de jovens negros e protagonismo.
O ciclo de debates, articulado pela Rede de Protagonistas de Ação de Itapagipe (Reprotai) e com o apoio da ONG Visão Mundial Brasil, contou com o músico Tico Santa Cruz e a socióloga Ângela Guimarães.
Conhecido por posições progressistas nas redes sociais, o integrante da banda Detonautas falou sobre o atual contexto político e a responsabilidade como artista ao falar sobre morte de jovens negros da periferia.
"Defendo duas frentes: ações locais para que jovens tenham acesso às instituições e conscientizar pessoas que não têm contato com esta realidade", explicou.
Vice-presidenta do Conselho Nacional de Juventude, Ângela acredita que é importante dar visibilidade ao tema. "Consideramos que a superação do racismo e do extermínio da juventude negra são tarefas de toda a sociedade", lembrou.
Ativismo
O evento contou com representantes de Águas Claras, Cajazeiras, Uruguai, Plataforma e outros bairros periféricos. Silas Santos, 18 anos, integrante da Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe (Cammpi), destacou que as ações culturais têm contribuído para combater o extermínio dos jovens.
Já Reinaldo Almeida, diretor de operações da Visão Mundial Brasil, disse que a ONG desenvolve um trabalho de capacitação com mais de 50 grupos de adolescentes, em 10 estados brasileiros, e que eles são preparados para sensibilizar os poderes públicos.
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