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Tiroteio e prisão de traficante assusta moradores de Santa Cruz

Publicado sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 às 16:52 h | Atualizado em 30/12/2011, 16:52 | Autor: Maíra Azevedo
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Os moradores  da Santa Cruz, bairro pobre de Salvador, foram acordados hoje por sons de vários estouros pelas ruas do bairro. Mas, não se tratava de queima de fogos saudando antecipadamente a chegada do ano novo, mas sim,  de uma troca de tiros entre policiais militares e traficantes da região. O episódio aconteceu, por volta das 9h30, depois que uma viatura da Polícia Militar da Bahia, responsável em fazer a ronda no bairro, foi alvejada por  traficantes. “Já é o quarto dia seguido que eles atiram contra os policiais. Precisamos proteger a comunidade, mas não podemos continuar correndo riscos. Os moradores se calam e isso prejudica nosso trabalho, é preciso denunciar”, disse um dos oficiais que fazia a ronda no bairro, mas não quis se identificar.  A comunidade faz parte da região do Nordeste de Amaralina, onde uma base comunitária de Segurança foi instalada para conter o avanço do tráfico de drogas.
 Após o tiroteio, cerca de 40 homens da 40º Companhia Independente da Policia Militar ocuparam o Largo do Areal, ponto de encontro dos traficantes, e  as ruas 7 de agosto e 18 de março, na busca de encontrar os responsáveis pelos tiros, quando localizaram, no Beco do Bobó, Marcelo Arcanjo Araujo, 21, conhecido como Marcelinho, com uma pedra de 500g de crack.   A droga apreendida com Marcelinho depois de fracionada e diluída seria transformada em até 300 papelotes  e valia entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. 
Ficha Limpa - Preso em flagrante na Delegacia de Repressão a Tóxicos e Entorpecentes- DTE, Marcelinho, afirma que não tem envolvimento com o tráfico e estava apenas no local e na hora errada. “Pode puxar minha ficha, não tenho passagem pela polícia. Eu trabalhava no supermercado como serviços gerais, estou desempregado há 5 meses e agora danço no grupo Bad Boys. Não tenho nada com isso e não posso assumir um crime que não cometi”, repetia o detido.
Na sede da DTE, a trançadeira Manuela Araújo afirmava que a prisão de seu irmão Marcelinho era fruto de uma armação, mas ela não sabia explicar se tinha sido preparada por policiais ou traficantes. “Meu irmão tava em casa, saiu apenas para comprar látex e foi preso, sem ter cometido crime algum. Se ele fosse envolvido com o errado, não estaria aqui”, afirmava Manuela. Acusado de tráfico de drogas, Marcelo deverá ficar preso por tempo indeterminado, já que para este tipo de crime, o código penal não prevê fiança. 
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