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Casas de show estão na mira da prefeitura de Feira de Santana

Glauco Wanderley I Sucursal Feira de Santana

Por Glauco Wanderley I Sucursal Feira de Santana

28/12/2009 - 22:12 h | Atualizada em 28/12/2009 - 22:24

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Barulho de noite, sujeira ao amanhecer. É com este ambiente que convivem os moradores e trabalhadores vizinhos das casas de show que ficam na Avenida Maria Quitéria, uma das principais vias de Feira de Santana (a 107 quilômetros de Salvador). A área tem muitas casas comerciais, mas também residências, visto que se situa na região central da cidade.

No último dia 23, a prefeitura decretou a interdição do Megafest, a mais antiga e maior das três casas de show, que diz ter capacidade para 15 mil pessoas. As outras são Garage e Galpão 13. Todas, por sinal, vizinhas de uma Companhia Independente da Polícia Militar.

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Segundo o secretário de Meio Ambiente, Antônio Carlos Coelho, eles firmaram termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público e não cumpriram.

“Recentemente, demos prazo de seis meses para serem tomadas diversas providências, que também não foram adotadas. Constatamos falta de segurança, de portas de emergência e de sinalização”, esclarece o secretário. “Além do mais a casa é poluidora, incomoda a vizinhança e perturba o sono da comunidade. Precisa fazer o tratamento acústico”, denuncia Coelho.

Perturba tanto que alguns não suportam. Como o pequeno empresário Genivaldo Oliveira. Ele mora na Avenida Maria Quitéria, mas, quando tem show programado, viaja com a família para passar o fim de semana fora.

Se não puder, leva colchões e dorme com a mulher no escritório de sua oficina, mais afastada do barulho. “Quando tem show, os copos tremem dentro de casa e caem da estante, se a gente não tirar antes”, relata.

Para quem não pode viajar, resta suportar. É o caso do aposentado Gilson Tude, que mora em uma casa um pouco mais longe, no bairro Feira V, e mesmo assim sofre. “Fico rolando na cama até quatro da manhã. Quando acaba a festa é que vou dormir”, lamenta.

De acordo com o secretário Coelho, os espaços que não foram interditados também são alvos de vistorias da prefeitura. Segundo ele, estão funcionando com base em liminares obtidas na Justiça, mas também terão de se adequar.

O proprietário do interditado Megafest, Erivaldo Cruz, disse que não quer se pronunciar sobre o assunto. Limitou-se a classificar a interdição como um “mal-entendido” e acrescentou que já estava planejando o fechamento para fazer o tratamento acústico.

No entanto, a casa tem um show agendado para 31 de janeiro, que originalmente ocorreria em 6 de dezembro, mas também teve sua realização proibida pela prefeitura, em atendimento à solicitação do Ministério Público.

Bagunça - “Quando tem show de noite e a gente chega para trabalhar no dia seguinte, além de lixo, encontra vômito, urina, um fedor insuportável. Se não lavar tudo, não consegue trabalhar”, diz a funcionária de uma loja, que prefere não se identificar.

Além dos shows, os vizinhos têm de enfrentar o antes e o depois do evento, quando alguns frequentadores promovem sua festa particular. “Uma vez estacionaram o carro subindo a rampa da garagem com o fundo virado para dentro da nossa casa, abriram o porta-malas e ligaram o som alto”, lembra a estudante de direito Bruna de Freitas.

Segundo ela, a bagunça, as brigas e até os tiros que ocorrem em consequência da movimentação em torno das festas são piores do que o barulho provocado pelo evento principal. A solução adotada pela família é ir embora. A sua casa ostenta uma placa de “vende-se”.

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