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Mulher está em coma após ataque de abelhas em Feira

Alean Rodrigues, Sucursal Feira de Santana

Por Alean Rodrigues, Sucursal Feira de Santana

28/08/2007 - 13:35 h

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Dezenove pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, após o ataque de um enxame de abelhas em Feira de Santana (a 109 km de Salvador). Entre as vítimas, cinco eram crianças com idades entre 5 e 14 anos. O ataque aconteceu no final da tarde de domingo (26) no bairro Santo Antônio dos Prazeres, na periferia da cidade onde existem muitas chácaras e sítios. A dona-de-casa Lindaura de Jesus Santos, 55 anos foi a mais ferida no episódio e está em coma no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). De acordo com Maria das Graças Lima de Jesus, a família teria feito um mutirão para limpar um terreno para a construção de uma casa. A colméia estava embaixo de uma das moitas no terreno. “Meu marido pegou a enxada e começou a capinar, foi quando bateu na colméia e as abelhas saíram doidas atacando todo mundo”, explica.

De acordo com Maria das Granças, Lindaura tentou se esconder, mas caiu e acabou atacada pelos insetos. A dona-de-casa só foi retirada do local depois que alguns vizinhos acenderem tochas para espantar as abelhas. “Ela tem diabete, pressão alta e problemas cardíacos e quando viu o desespero da gente, começou a passar mal e caiu, as abelhas então foram para cima dela. Quando a retiramos, ela estava desacordada”, afirma.

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A dona-de-casa foi levada pelo SAMU(192) para o HGCA, onde já chegou em estado de coma. A enfermeira Evani Cerqueira informou que o estado de saúde de Lindaura é grave e que ela está com hemiplegia (paralisia de um dos lados do corpo) esquerda. “Segundo informações dos familiares ela já estava com problemas de saúde que se agravaram com as picadas dos insetos. Ela está em coma e respirando com a ajuda de aparelhos”, afirmou.

Os outros atingidos pelas abelhas foram medicados no HGCA e no Hospital Dom Pedro de Alcântara, mas já receberam alta médica. Com a orelha esquerda bastante inchada, o garoto Renildo Cardoso Cedraz Filho, 10 anos diz que quando percebeu as abelhas saiu correndo para tentar proteger seus primos menores, mas acabou sendo picado. “Minha tia colocou a gente dentro de casa e fechou as porta, mesmo assim algumas abelhas entraram. Ela colocou fogo em papel e panos, mas ficamos sufocados e ela apagou”, lembra.

DESPREPARO – Os familiares das pessoas atingidas reclamam da ação do Corpo de Bombeiros, que segundo eles, não possui pessoas preparadas para atender este tipo de ocorrência. “Nós chamamos os Bombeiros e contamos que era um ataque de abelhas, ao chegar aqui, eles não foram até o local alegando que não estavam com roupas adequadas e acabariam sendo atacados também. Se falamos do que se tratava, por que não vieram preparados?” questiona Maria das Graças Lima.

Segundo ela, após o ataque a colméia foi retirada por um apicultor de prenome Antônio, que conhece a família, mas ontem pela manhã ainda se via abelhas sobrevoando o local. “O rapaz enterrou o chumaço de mel para evitar que outras abelhas viessem para cá, mas estamos com medo de voltar para casa, pois ainda tem muitos insetos no local e o Corpo de Bombeiros não veio retirá-los como prometeu”, disse Valda de Jesus, que também foi vítima das abelhas.

OROPA - As abelhas que atacaram a família de Lindinalva são da espécie apis melífera sp, mais conhecidas como “abelhas oropas” (uma derivação de Europa), que são fruto do cruzamento de abelhas da raça italiana com africana. O veterinário e apicultor Ideval Martins diz que está na época de floração e que aumenta o número de colméias no campo e na cidade, crescendo também a produção de mel, o que deixa abelhas fortes.

“As abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas. Nesta época do ano, elas acham muito alimento. Cada colméia tem em média 80 mil abelhas, destas 40% são operárias que ficam ferroando para proteger o seu patrimônio”, observa, acrescentando que não se os ataques são perigosos porque, após a primeira picada, a abelha libera um forte cheiro que atrai um maior número de insetos para a vítima.

SEGUNDO CASO – Esta é a segunda vez que abelhas atacam pessoas na cidade neste ano. Em Julho cinco crianças foram atacadas no bairro Nova Esperança. Dois deles com idades de 4 e 5 anos permaneceram em estado grave por uma semana no HGCA. Ítalo Mikael dos Santos Conceição, 04 anos, foi o mais atingido recebendo cerca de 400 picadas.

Em contato com a mãe e irmã dos garotos, Lucimara Silvana dos Santos, a reportagem de A TARDE constatou que os garotos estão levando uma vida normal e não mais faz uso de medicamentos. “Meus filhos hoje estão bem, mas não vão brincar no terreno onde as abelhas atacaram. Gostaria apenas de pedir a ajuda da comunidade para terminar de construir a minha casa, pois não tenho condições de criá-los em uma casa com apenas dois cômodos”, pediu.

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