Menu
Pesquisa
Pesquisa
Busca interna do iBahia
HOME > BAHIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

8ª EDIÇÃO

Programa de pesquisas do SUS é relançado na Bahia

Expectativa é que o investimento recorde de R$10 milhões traga novas tecnologias e avanços

Por Madson Souza

03/04/2025 - 6:05 h
Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão
Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão -

Mapeamento da Covid-19 durante a pandemia, desenvolvimento de exames mais eficientes e novos conhecimentos sobre doenças, são alguns dos benefícios para o Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia, frutos do Programa Pesquisa para o SUS – Gestão Compartilhada (PPSUS). O Programa teve ontem o lançamento da 8ª edição, numa parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e outras instituições de saúde e ciência. A expectativa é que o investimento recorde de R$10 milhões traga novas tecnologias e avanços científicos para o SUS.

Na Bahia, que participa do PPSUS desde sua primeira edição em 2004, já foram mais de 300 projetos apoiados, que somam investimento de R$26 milhões e um número de quase 30 projetos incorporados diretamente no SUS. Esse processo acontece através do financiamento - via edital - para pesquisas que atendam às prioridades de saúde do estado, e desenvolvimento de tecnologias e práticas que beneficiem a população baiana.

O diretor geral da Fapesb, Handerson Leite, aponta que o impacto do PPSUS é de extrema importância para a saúde no estado. “Ao longo dos anos o PPSUS financiou o desenvolvimento de projetos que trouxeram impacto direto na vida da população. Durante a pandemia de Covid-19 foi desenvolvido um software que fazia todo o mapeamento da doença na Bahia, inclusive onde vírus aumentava sua ação ou diminuía. Já tivemos também um exame laboratorial para crianças muito simples, que passou a ser usado pela Sesab para neonatos (recém-nascidos) e outros”, afirma.

Ele reforça que existe também uma série de pesquisas com aplicação indireta, mas que trouxeram avanço para saúde dos baianos, como estudos sobre doenças como leishmaniose, dengue, chikungunya e zika.

Necessidades de Saúde

As iniciativas que podem ser abarcados pelo edital têm o valor máximo de até R$200 mil e as bolsas disponibilizadas são exclusivas para a execução do projeto. Essas pesquisas precisam estar direcionadas para os eixos apontados pela Sesab como considerados necessidades de saúde do estado. A definição dessas linhas de investigação é feita em processo que inclui seminários com membros da academia e de instituições de tecnologia do estado.

O recurso de R$10 milhões é dividido em duas formas: R$ 6.670.000,00 oriundos do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Decit/SECTICS/MS) e repassados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e R$ 3.330.000,00 da Fapesb.

“Nesta edição esperamos ampliar o número de tecnologias e inovações que possam ser utilizadas cada vez mais na saúde baiana, voltada para as questões que realmente afetam a população baiana, como as doenças existentes no nosso estado”, comenta o diretor geral da Fapesb. As pesquisas podem ser direcionadas também para soluções na melhoria de atendimento, de gestão, de redução de desperdício e outras questões que afetem o SUS.

Pesquisas realizadas

Entre as pesquisas já realizadas por meio do PPSUS estão a do professor de ciência da computação do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Marcio Luís Valença, que trabalha com previsões, predições e comportamentos de doenças por meio de análise de dados. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, ele atuou com a vigilância epidemiológica da enfermidade

"A partir de nossos estudos (...), conseguimos chegar em respostas rápidas junto com os órgãos competentes para fazer políticas públicas efetivas, como lockdown, fechar estradas.(...) Conseguimos minimizar que muita gente morresse”, comenta.

Outro exemplo vem do professor de cirurgia, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), José de Bessa Júnior, que pesquisou sobre a saúde sexual e reprodutiva de pessoas com doença falciforme. “É preciso dessa ação do governo para financiar pesquisas em temas assim tão prioritários, tão específicos, que outras fontes de financiamento não estão dispostas a estudar”, aponta José de Bessa.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Cidadão Repórter

Contribua para o portal com vídeos, áudios e textos sobre o que está acontecendo em seu bairro

ACESSAR

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão
Play

Morre cliente baleado dentro de agência da Caixa Econômica na Bahia

Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão
Play

Desespero: cliente é baleado dentro da Caixa Econômica na Bahia

Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão
Play

Influencer que ostentava riqueza é preso por golpe do 'Tigrinho' na Bahia

Lançamento da 8ª Edição do Programa pesquisa para o SUS - Gestão
Play

Mulher grávida de 5 meses é atropelada por carro na Bahia; veja vídeo

x

Assine nossa newsletter e receba conteúdos especiais sobre a Bahia

Selecione abaixo temas de sua preferência e receba notificações personalizadas

BAHIA BBB 2024 CULTURA ECONOMIA ENTRETENIMENTO ESPORTES MUNICÍPIOS MÚSICA O CARRASCO POLÍTICA