BRASIL
Anvisa aponta racismo em falas de representantes de empresas de pomada
Não há dados que indiquem que os problemas tenham sido provocados por alguma forma específica de uso

Por Da Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, se reuniu com representantes de empresas de pomadas capilares no dia 17 de fevereiro. Nesta quarta-feira, 1º, o órgão pontuou que falas durante o encontro abriram margem para questionamentos sobre eventual aspecto discriminatório e racista.
Segundo a Anvisa, representantes sugeriram que os eventos adversos graves relatados por vários usuários dos produtos estariam restritos ao uso para trançar cabelos e à falta de lavagem dos cabelos por vários dias.
Em nota, a Agência afirmou que rejeita e abomina qualquer forma de discriminação, em especial o racismo. "Como instituição pública, a Anvisa está comprometida com a proteção e a promoção da saúde da população, considerando o acolhimento das diversidades de povos, etnias e culturas que compõem o Brasil".
A Anvisa pontua ainda que não há dados que indiquem que os problemas tenham sido provocados por alguma forma específica de uso e as empresas foram informadas sobre as causas potenciais dos eventos adversos graves relatados após o uso dos produtos, quer seja para trançar, modelar ou fixar os cabelos.
A Agência informou ainda que estão sob investigação a formulação dos produtos, o modo de uso e eventuais impurezas. "Não há alegações técnicas de que os eventos adversos graves estejam relacionados ao uso por pessoas negras e mais especificamente à prática de trançar cabelos".
Alguns representantes sugeriram a proibição do uso dos produtos para trançar cabelos, com liberação para os demais usos e as sugestões foram registradas durante a reunião.
Segundo a Anvisa, o trabalho para obtenção de dados adicionais seguirá com o objetivo de avaliar a medida regulatória apropriada à proteção da saúde da população e à possibilidade de uso seguro dos produtos.
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