BRASIL
Anvisa libera uso dos estoques do agrotóxico associado à doença de Parkinson

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso dos estoques remanescentes do agrotóxico paraquate - associado à doença de Parkinson e mutações genéticas em agricultores. A autorização atende a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). As informações são do G1.
A venda do produto está proibida no Brasil desde o dia 22. No entanto, quem já havia comprado o produto para a safra 2020/2021, que começa nos próximos dias, poderá fazer a aplicação em alguns cultivos. O prazo da autorização vai até 31 de agosto de 2021.
Na época, a Anvisa deu 3 anos para que o produto fosse totalmente retirado do mercado. A proibição começou a valer no mês passado.
A partir de agora, a agência e Ministério da Agricultura vão elaborar uma normativa conjunta para definir a distribuição do produto já comprado, fiscalização e uso do agrotóxico. A iniciativa surgiu como um “meio-termo”, após pedido feito por produtores rurais e Ministério da Agricultura, que alegam que não há tempo hábil para substituir o paraquate.
Com o resultado desta quarta-feira, o paraquate não poderá ser produzido, comercializado ou importado, mas poderá ser usado até julho de 2021, a depender da cultura.
Após julho de 2021, caberá ao Ministério da Agricultura anular os registros de produtos à base de paraquate.
O dicloreto de paraquate é um herbicida usado em duas etapas importantes da lavoura: antes do plantio e antes da colheita. O agrotóxico foi banido na União Europeia ainda em 2003. Nos Estados Unidos, continua autorizado, mas está em reavaliação.
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