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10/05/2024 às 21:28 - há XX semanas | Autor: AFP

Chuvas voltam e prolongam desastre por inundações no Sul do Brasil

Segundo a Defesa Civil, o Rio Grande do Sul registrou 126 mortes e 756 pessoas feridas

As chuvas fortes que caíram desde o final de abril provocaram o transbordamento dos rios
As chuvas fortes que caíram desde o final de abril provocaram o transbordamento dos rios -

Não há trégua no Rio Grande do Sul: as chuvas voltaram a cair nesta sexta-feira, 10, em Porto Alegre, enquanto os prognósticos de mais precipitações prolongam a situação já crítica, aumentando o número de desalojados.

As chuvas fortes que caíram desde o final de abril provocaram o transbordamento dos rios neste estado do sul brasileiro e impactaram quase dois milhões de pessoas, com um saldo de 126 mortes e 756 pessoas feridas, informou a Defesa Civil.

Com 141 desaparecidos, as autoridades temem que o número total de vítimas continue aumentando, enquanto a região se prepara para chuvas "intensas" no final de semana.

O número de pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas devido à catástrofe — que especialistas e o governo associam à mudança climática e ao fenômeno El Niño — quase dobrou nas últimas 24 horas.

De acordo com o último balanço da Defesa Civil, 411 mil pessoas abandonaram suas residências, das quais mais de 71 mil estão em abrigos. Em alguns deles, as autoridades buscam estabelecer a ordem após denúncias de roubos e violência.

As autoridades temem o que pode acontecer nos próximos dias, após as chuvas voltarem na manhã desta sexta-feira a cair em Porto Alegre e em outras áreas já afetadas do Rio Grande do Sul, como o norte do estado e os vales.

Para o fim de semana, a região espera precipitações "fortes e persistentes", que se estenderão até o início da semana que vem, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A meteorologista Cátia Valente alertou sobre o risco de novos deslizamentos no litoral norte do estado e na serra gaúcha: "Essa é nossa maior preocupação no momento".

Vários rios, como o Uruguai, Jacuí e Guaíba, além da Lagoa dos Patos, estão transbordando, informou o governo do estado.

A água potável engarrafada continua sendo um bem muito escasso. Os caminhões-tanque que abastecem abrigos, hospitais, prédios e hotéis circulam incessantemente, constatou a AFP.

Os danos causados pelas águas são gigantescos.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que em algumas cidades devastadas será necessário a "transferência de locais inteiros" para lugares que deveriam ser urbanizados, "o que vai envolver custo multibilionário".

Na véspera, o governo gaúcho calculava o valor da recuperação e reconstrução em R$ 19 bilhões.

Cultivo de arroz 'foi perdido'

Para além da tragédia humana, a violência das águas danificou ou destruiu mais de 85 mil casas e seus efeitos devastadores são visíveis para a economia do Rio Grande do Sul, um estado agrícola e agropecuário com o quinto maior PIB do Brasil.

Nas regiões de cultivo de arroz nos arredores de Porto Alegre, jornalistas da AFP observaram que a altura da água deixa as lavouras inacessíveis. Embora algumas plantações de arroz comecem a mostrar seus pequenos ramos, enquanto outras estão completamente submersas.

O arroz é uma das principais produções no estado. O cultivo de "arroz com dois metros de altura de água foi perdido", afirmou Daniel Dalbosco, que possui uma propriedade de 300 hectares em Eldorado do Sul, a oeste de Porto Alegre.

'A natureza contra-ataca'

O desastre no Rio Grande do Sul é fruto do "golpe duplo" da mudança climática e do fenômeno meteorológico El Niño, afirmou Clare Nullis, porta-voz da Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU.

"Até mesmo quando o El Niño se dispersar, os efeitos de longo prazo da mudança climática estão conosco. Cada fração de um aumento de temperatura significa que nosso clima ficará mais extremo", acrescentou Nullis em uma coletiva de imprensa em Genebra.

"Quando estamos em guerra com a natureza [...] a natureza contra-ataca e infelizmente atingiu o Brasil", completou a porta-voz, que afirma que inundações extremas, secas e ondas de calor intensas continuarão.

Em sua conta no Instagram, a cantora Anitta responsabilizou os deputados e senadores por formar um "movimento" no Congresso "para acabar com políticas de proteção da natureza", com leis como a flexibilização do uso de pesticidas.

"É hora de defender nosso país contra essa gente", pediu.

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