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Desuso de máscara em escolas pode favorecer a Covid, diz estudo

Uso de máscaras de má qualidade aumenta em cinco vezes os riscos

Da Redação

Por Da Redação

05/05/2022 - 15:35 h

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A transmissão da Covid-19 nas escolas pode aumentar sem o uso de máscaras de proteção facial de alta qualidade. Segundo um estudo publicado na plataforma arXiv em versão preprint (sem revisão por pares), variantes mais transmissíveis como a ômicron poderiam infectar até 80% da população.

O trabalho é liderado por pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos.

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O estudo concluiu que o uso de máscaras de má qualidade por estudantes e profissionais tem cinco vezes mais riscos de aumento de transmissões em escolas.

O risco é reduzido para três vezes no caso do uso de máscaras de boa qualidade, como a cirurgica por estudantes e as N95 ou PFF2 por profissionais.

“As máscaras de alta qualidade, como PFF2 e N95, são muito eficientes para conter a transmissão e muito baratas, se comparadas ao custo de internação em UTI [unidade de terapia intensiva]”, afirma Tiago Pereira, professor do ICMC-USP e coordenador do estudo.

As simulações foram realizadas com base em dados epidemiológicos da Covid-19 obtidos com secretarias de saúde e de educação.

“Levamos em conta, nas simulações, que as pessoas usam as máscaras corretamente e que a filtragem é aquela fornecida na embalagem pelos fabricantes. O encaixe incorreto da máscara no rosto e outras práticas dos usuários podem diminuir consideravelmente a proteção”, alerta Pereira.

Ele pontua que os profissionais de educação devem ser treinados para orientar os estudantes sobre o uso correto desses equipamentos de proteção individual.

O estudo alerta ainda que a redução do número de alunos por turma não restringe o espalhamento do vírus, já que o vírus é transmitido por gotículas de saliva e a baixa circulação de ar faz com que as partículas fiquem suspensas por muito tempo e pode atingir, inclusive, pessoas distantes.

“As salas evoluíram para o conforto térmico, geralmente têm ar-condicionado, então a troca de ar é muito baixa. Isso é desastroso para a transmissão da COVID-19”, afirma o pesquisador.

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