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Em 19 anos, registro de armas para defesa pessoal é o menor no Brasil

Já houve mais de 600 mil registros em 2010, hoje não passa de um pouco mais de 20 mil

Publicado terça-feira, 02 de janeiro de 2024 às 20:26 h | Autor: Da Redação
Sinarm é responsável pelo controle de armas de fogo
Sinarm é responsável pelo controle de armas de fogo -

O número de armas de fogo para defesa pessoal em 2023 registradas pela Polícia Federal (PF) foi o menor desde 2004. Os dados foram divulgados pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Em 2023, foram registradas 20,8 mil armas para defesa pessoal, de acordo com o Metrópoles.

A redução no porte de armas para defesa pessoal tem estrita relação com o âmbito político. Isso, por causa da transição de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a atual gestão do presidente Lula (PT).

De acordo com dados do Sinarm, entre 2022 e 2023, houve uma redução de cerca de 81,7% de registros de arma de fogo para defesa pessoal. O órgão ainda mostrou que 2010 foi o ano com maior registro de armas, foram 670.185 registros. Já em 2023, foram 20.822.

Governo Lula e o armamento

A celeridade com relação ao armamento é uma das principais pautas da gestão Lula. O atual presidente assinou em 1º de janeiro, um decreto que suspendeu o registro para aquisição e transferência de armas e de munição de uso restrito.

Além disso, nos primeiros meses de mandato, Lula determinou o recadastramento das armas no sistema da PF, com o objetivo de diminuir a facilidade para compra de armas por civis, o que era comum, durante a gestão de Bolsonaro.

Se antes, era permitido o uso de até 4 armas, sem necessidade comprovação, agora o uso para a defesa pessoal passou a ser de duas armas, com comprovação de necessidade. Também, o uso de 200 munições por arma, em 2022, passou a ser de até 50 munições.

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