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Em Campinas, Virada Cultural diz não à violência

Publicado domingo, 20 de maio de 2007 às 20:13 h | Atualizado em 20/05/2007, 20:13 | Autor: Agencia Estado
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Em Campinas, a Virada Cultural realizada neste fim de semana transcorreu com tranqüilidade, permeada por discursos contra a violência. Rappers como Negra Li e Mc Betão fizeram questão de ressaltar que o rap não está ligado a ações violentas, em seus contatos com o público tanto na Estação Cultura quanto no Jardim Ieda, periferia da cidade.

No sábado à noite, segundo a Polícia Militar, pelo menos 4,5 mil pessoas assistiram ao show de Tom Zé na Estação Cultura, antes da apresentação de Negra Li. O cantor de 70 anos e referência na música popular brasileira criticou a cultura norte-americana e elogiou a iniciativa do governo paulista de promover a Virada Cultural em dez cidades do interior. O público enfrentou pelo menos uma hora e meia de fila para assistir ao show de Negra Li, além de chuva e frio entre o fim da noite de sábado e a madrugada de hoje.

A virada em Campinas teve músicas, filmes, exposições e eventos para todos os gostos. Pelo menos 200 pessoas acompanharam a abertura do evento, que começou em tom de samba, com a apresentação do Núcleo Cupinzeiro na praça Bento Quirino. Centenas de pessoas ficaram na fila para ver a apresentação da Orquestra Sinfônica no teatro do Centro de Convivência Cultural, no Centro. Os músicos se apresentaram na noite de sábado e na tarde de hoje. Os filmes escolhidos pelos curadores da mostra de cinema exibida no Museu da Imagem e Som (MIS) caíram no gosto popular, embora não fossem títulos com apelo comercial.

Depois do confronto entre policiais e público do show de rap do grupo Racionais Mc em São Paulo, durante a Virada Cultural na capital, a tranqüilidade durante o show do grupo Sistema Negro, na periferia de Campinas, foi motivo de orgulho para os rappers e público. "A imagem dos rappers fica muito ruim quando acontece o que aconteceu em São Paulo. Aqui o show foi muito bom e tranqüilo, isso mostra que sabemos apreciar o som", afirmou o auxiliar de escritório Cristiano Ferreira, 21 anos, que nas horas vagas faz letras de rap.

A Polícia não havia registrado nenhuma ocorrência grave até o início da madrugada de domingo. Durante o dia, as apresentações também ocorreram tranqüilamente, segundo informaram policiais.

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