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Em Mariana, memória do desastre e espera por um novo lar

Pablo Pereira, enviado especial | Estadão Conteúdo
Por Pablo Pereira, enviado especial | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

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As máquinas de terraplenagem trabalham no arruamento do que será a nova vila de Bento Rodrigues, destruída pelo rompimento da barragem da Samarco, na localidade que é subdistrito de Camargos, em Mariana, a 148 quilômetros de Belo Horizonte, em 5 de novembro de 2015. As casas dos 620 desalojados, cerca de 230 famílias, porém, só devem estar prontas no segundo semestre de 2020.

Até lá, os moradores vão continuar morando de aluguel, espalhados por Mariana, e recebendo ajuda financeira equivalente a um salário mínimo, mais 20% desse valor por dependente e uma cesta básica.

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"Dá uns R$ 1,5 mil, não dá para nada", afirmou o comerciante José do Nascimento de Jesus, de 73 anos, presidente da Associação Comunitária de Bento Rodrigues. "Aquilo foi o presente de aniversário que me deram", disse Zezinho de Bento, como é conhecido na região.

Ele nasceu no dia 3 de novembro. Morando em um apartamento alugado em Mariana, que tem três quartos, com suíte, sala, cozinha e dois banheiros, Zezinho de Bento é o representante dos moradores desalojados e o encarregado do grupo dos atingidos pela barragem de fiscalizar a obra da nova vila. O terreno escolhido tem 384 hectares e está a cerca de 13 quilômetros da vila destruída. "Fica no alto do morro e bem mais perto de Mariana", disse ele.

Para a agente de saúde Cláudia de Fátima Alves, de 37 anos, solteira, também da comissão de desalojados, os antigos moradores estão com esperança de que logo possam estar nas novas casas. "A obra agora está andando", disse Cláudia, que morava na Rua São Bento, 415, na vila. "Vamos ver se vai mesmo ser cumprido o cronograma."

Fantasma

No vale devastado pelo rompimento da barragem, que deixou 19 mortos, as casas hoje formam uma vila fantasma, com mato crescendo por dentro e marcas da tragédia expostas por todo lado. Na parte mais alta, as casas ainda têm paredes em pé e muitas ainda com teto. Mas na parte mais baixa, perto do lago dos diques de contenção, cacos de paredes são só esqueletos amarelados de barro. Numa delas, com marcas do lodo ainda grudado de alto a baixo, um fogão aparece acima da fachada da frente da casa de esquina - abaixo do telhado.

A entrada na área é controlada pela Defesa Civil e representantes da associação comunitária. Segundo fontes que cuidam do local, poucos dos antigos moradores retornam à vila destruída. Uma estrada de terra, poeirenta, leva de Mariana a Bento, passando por uma área privada, com acesso controlado por vigias em guaritas. "Alguns vão lá, principalmente nos fins de semana", disse Zezinho de Bento. "Eu não gosto de ir." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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