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Em SP, 180 famílias sem-terra terão de deixar fazendas

Agencia Estado
Por Agencia Estado

A Justiça de Itapetininga, a 170 km de São Paulo, determinou hoje a retirada das 180 famílias do Movimento dos Sem-Terra (MST) que, desde terça-feira, mantêm invadidas as fazendas Sapituva e Reunidas Boi Gordo, na zona rural do município. Os sem-terra já foram intimados da decisão e têm até a tarde de hoje para sair voluntariamente das áreas. Se houver descumprimento, o despejo será realizado pela Polícia Militar.

O grupo é o mesmo que havia ocupado, na semana passada, uma fazenda da Companhia Suzano de Papel e Celulose no mesmo município. Despejados da área onde a empresa cultiva eucaliptos, os sem-terra se dividiram: cerca de 100 militantes invadiram a Boi Gordo e o restante se alojou na Sapituva. De acordo com a coordenação estadual do MST, essa fazenda tem 503 hectares e as terras já foram declaradas como improdutivas. O movimento quer que a área seja transformada em assentamento.

A Boi Gordo, segundo o MST, fazia parte de um projeto de bovinocultura que faliu em 2001, deixando milhares de investidores sem receber. Como o Estado e a União também são credores, o movimento defende a destinação das terras para reforma agrária.

Pontal

Em Presidente Bernardes, no Pontal do Paranapanema, vence hoje o prazo para que cerca de 300 famílias ligadas ao MST desocupem a fazenda São Luiz. O coordenador estadual Valmir Sebastião disse que até o final da tarde de ontem nenhum líder tinha sido notificado sobre a ordem de despejo. "Vai ser difícil a gente sair", afirmou.

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