BRASIL
Estudo indica 19 favelas nas pontes das marginais de SP
Um dos alvos das invasões em São Paulo que culminam em novas favelas são as pontes das marginais e seus terrenos ao lado das alças de acesso. Segundo estudo inédito feito pela Prefeitura em parceria com a organização internacional Aliança de Cidades, financiada pelo Banco Mundial, há 19 ocupações ao longo das pontes dos rios Tietê e Pinheiros, várias das quais erradicadas e renascidas, como a da Ponte Julio de Mesquita Neto, na zona norte, retirada e reocupada duas vezes.
?Não existem favelas iguais. Cada uma é um bairro, com cultura e história própria?, afirma a arquiteta Elisabete França, superintendente de Habitação Popular de São Paulo e responsável pela pesquisa. Segundo ela, a maior vantagem do estudo foi a possibilidade de requalificar o conceito de área de risco e mudar a ordem de prioridades dos programas de urbanização das favelas da capital. Os riscos dos moradores de favelas vão além do deslizamento. No caso das marginais, há o de atropelamento ou mesmo de exposição a altos índices de poluição.
Financiadora do mapeamento de favelas da Prefeitura de São Paulo, a Aliança das Cidades é uma organização internacional formada por 24 membros, que inclui de governos federais, como da Itália e da Alemanha, a outros organismos como o Banco Mundial e a ONU-Habitat. Possui fundo próprio de recursos composto de doações. Além da parceria com a capital paulista, a Aliança desenvolve trabalhos em Minas Gerais e na Bahia, geralmente de urbanização de favelas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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