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BRASIL

GT do G20 em Salvador encerra com acordos e divergências

Maiores economias do mundo concordam em temas sobre saneamento, mas discordam sobre minorias

Por Lula Bonfim

29/05/2024 - 20:21 h
plomata brasileira Celeste Badaró, presidente do GT de Salvador
plomata brasileira Celeste Badaró, presidente do GT de Salvador -

Se encerrou nesta quarta-feira, 29, em Salvador, o 3º Grupo de Trabalho (GT) sobre Desenvolvimento do G20, o grupo dos 20 países com maior economia do planeta. Na capital baiana, os muitos diplomatas dessas nações concordaram acerca de diversos assuntos, mas ainda divergem em temas sensíveis da atualidade.

A diplomata brasileira Celeste Badaró, presidente do GT de Salvador, explicou que entre os temas de divergência entre os países estão a guerra entre Ucrânia e Rússia, que ocorre desde fevereiro de 2022 no Leste Europeu. Porém, segundo ela, o Brasil seria capaz de conseguir construir um acordo entre os divergentes, para estabelecer caminhos para a paz.

“Realmente, esse conflito que está acontecendo agora na Ucrânia tem sido uma das grandes divergências que a gente está tendo no G20. E um dos desafios do Brasil é construir essas pontes de diálogo. A gente acredita que o Brasil é um país capaz de construir essas pontes. A gente está trabalhando para conseguir trazer consenso no G20”, declarou Celeste, em entrevista coletiva.

Outro ponto de divergência entre os países são os direitos das minorias, que estão se consolidando nos países ditos ocidentais, mas que encontram resistência em diversas nações orientais, que possuem tradições mais conservadoras.

“Eu comentei aqui também que há divergências quando a gente fala em inclusão de minorias. Existem minorias diferentes em países diferentes, então a gente também está tentando ali trazer, de alguma forma, essa perspectiva de todos, e tentar incluir”, relatou a diplomata brasileira.

“Na questão de desigualdade, quando você vai discutir desigualdade questão de minorias, cada país tem a sua perspectiva nacional interna. Por exemplo, aqui no Brasil, a gente tem a questão de povos indígenas, de desigualdade racial, por causa da história de como foi a formação do Brasil, mas não é o mesmo caso de outros países do G20, se você for olhar como eles foram feitos. Então, cada um traz a sua perspectiva nacional, o que sempre envolve um esforço de negociação”, explicou.

Para Celeste Badaró, por outro lado, apesar das dificuldades do tema, há motivos para ser otimista. O planejamento do governo brasileiro, que preside o G20 em 2024, é encontrar, dentro dessas temáticas, pontos de consenso entre os países, para conseguir incluí-los em um documento final do encontro.

“A gente acha que vamos conseguir construir aí um documento de que todos se sintam parte, que todos possam contribuir, cada um com diferentes aspectos baseados nas suas prioridades internas, fazer um documento que seja mais rico, inclusive, que não seja só uma perspectiva do Brasil, mas que seja de todos e que também traga um mensagem mais forte”, afirmou a presidente do GT de Salvador.

Saneamento

As diferenças que existem entre as 20 maiores economias diminuem quando o tema de discussão é saneamento básico. De acordo com Celeste Badaró, as discordâncias são mínimas nesse assunto e um acordo consensual está próximo de ser construído nesse sentido. A expectativa é que os países consigam compartilhar experiências e construir ações conjuntas para garantir esse serviço por toda a parte do mundo.

“As delegações estão engajando bem construtivamente com o texto. No acesso a água e saneamento básico, as diferenças são basicamente perfumarias, porque o centro do tema, que é a necessidade de acesso universal ao saneamento básico, é algo que já concordamos amplamente, já é um dos itens da Agenda 2030. Então, a gente está bastante orgulhoso de como isso foi recebido pelos membros”, contou a diplomata.

O governo brasileiro acredita no G20 e tem defendido o colegiado como um dos caminhos para uma nova governança global, com os países emergentes no foco do debate. A ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é tirar das nações mais ricas a concentração do poder, tornando os debates sobre questões internacionais cada vez mais amplos.

“O Brasil ainda acredita que o G20 é o principal foro de cooperação econômica e financeira. A gente tenta focar nesses temas. A gente acha que, inclusive, uma boa forma da gente conseguir trazer esse diálogo é focar naqueles temas em que a gente é convergente”, sinalizou Celeste.

“Todo mundo concorda que a gente precisa ter acesso a água e saneamento. Todo mundo concorda que a gente precisa incluir aquelas pessoas que têm mais dificuldade. Todo mundo concorda que, se a gente fizer cooperação, a gente vai conseguir trazer resultados melhores para todo mundo. É só uma questão da gente conseguir colocar esse pessoal na mesa, para trazer algum benefício para todo mundo”, acrescentou.

O desafio final é fazer com que o G20 não seja apenas um espaço de debate, mas também um lugar de decisões, com construção de ações para resolver os principais problemas do planeta, aos quais o governo brasileiro entende que sejam a pobreza, a desigualdade social e, especialmente, a fome.

“É uma das prioridades da presidência brasileira no G20 neste ano. Além da inclusão social e do combate à fome e à pobreza, é a reforma da governança global, para ela se tornar mais representativa, para a gente conseguir engajar melhor todos os atores envolvidos, dar mais voz ao mundo em desenvolvimento e à comunidade local, à população também”, concluiu Celeste.

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