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ATOS GOLPISTAS

MPF vai apurar omissão do comando da PM no Distrito Federal

Procurador de controle externo da atividade policial aponta "completa inação" diante da invasão terrorista

Da Redação
Por Da Redação
Depois de terem supostamente facilitado o acesso aos prédios da Praça dos Três Poderes, Polícia do DF se concentra em frente ao acampamento golpista
Depois de terem supostamente facilitado o acesso aos prédios da Praça dos Três Poderes, Polícia do DF se concentra em frente ao acampamento golpista -

O comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) será investigado por omissão diante das invasões às sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, ocorridas na tarde de domingo, 8, que deixaram um rastro de destruição.

A investigação foi aberta hoje, 9, de ofício, pelo coordenador de controle externo da atividade policial do Ministério Público Federal, procurador Peterson de Paula Ferreira, que cobra a apuração das condutas do comandante da PM-DF, coronel Fábio Augusto Vieira, e demais autoridades envolvidas nas manifestações golpistas.

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Para Ferreira, houve "completa inação" da PM para impedir o avanço dos golpistas à Praça dos Três Poderes durante os atos extremistas e antidemocráticos perpetuados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Conquanto tivesse conhecimento prévio da organização desses atos e do número de manifestantes deslocados à Capital Federal provenientes de vários estados da federação, o Comando-Geral da Polícia Militar do DF deixou de adotar as medidas necessárias à manutenção da ordem e à segurança do patrimônio público possibilitando a invasão e destruição das sedes dos três Poderes", diz o procurador.

STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, retirou o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) do cargo por 90 dias, alegando conduta "dolosamente omissiva" perante os golpistas que invadiram os prédios dos três Poderes.

"Absolutamente NADA justifica a existência de acampamentos cheios de terroristas, patrocinados por diversos financiadores e com a complacência de autoridades civis e militares em total subversão ao necessário respeito à Constituição Federal. Absolutamente NADA justifica a omissão e conivência do Secretário de Segurança Pública e do Governador do Distrito Federal com criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra os Poderes constituídos", diz a decisão assinada por Alexandre de Moraes.

O ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres foi alvo de um pedido de prisão apresentado pela Advocacia-Geral da União por sua omissão no controle dos terroristas. Em decisão, Moraes afirmou que a postura de Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), está sendo apurada em outro procedimento.

Mais cedo, o Exército e a Polícia Militar cercaram o acampamento golpista nas imediações do quartel-general. Cerca e 40 ônibus removeram ao menos 1500 radicais para a superintendência da Polícia Federal. A decisão de Moraes ordenava que participantes dos acampamentos fossem presos em flagrante por diversos crimes, entre eles tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

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