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70 ANOS DA PETROBRAS

No aniversário da estatal, ato pede reconstrução do Sistema Petrobras

Manifestação no Centro do Rio de Janeiro também reivindicou a reestatização da Eletrobras

Da Redação

Por Da Redação

03/10/2023 - 19:32 h

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Adaedson Costa, coordenador-geral da FNP, e o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar
Adaedson Costa, coordenador-geral da FNP, e o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar -

O Centro do Rio de Janeiro foi ocupado por centenas de manifestantes que participaram do Ato Nacional em Defesa das Estatais e dos Serviços Públicos, na tarde desta terça-feira, 3, data da celebração dos 70 anos da Petrobras.

A manifestação foi convocada pelas federações de petroleiros (FUP e FNP) e pelas entidades que integram a Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia (POCAE), em conjunto com as centrais sindicais e os movimentos sociais.

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Caravanas com petroleiros de vários estados do país entoaram gritos de ordem contra as privatizações e pela reestatização da Eletrobras e dos ativos da Petrobras que foram vendidos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A exemplo da manifestação no Rio, o aniversário de 70 anos da empresa foi celebrado pela categoria em várias regiões do país com atos e passeatas, pressionando o governo e a gestão da Petrobras pela reconstrução da estatal e reumanização das relações de trabalho.

Na capital fluminense, a manifestação começou às 15h, em frente à antiga sede da Eletrobras, na Rua da Quitanda, no centro da cidade, seguindo em direção à Petrobras, na Avenida Chile. Ainda nesta terça, pela manhã, a FUP e sindicatos participaram de um outro ato, realizado no Centro de Pesquisas da Petrobras, o Cenpes, também no Rio.

“Os novos tempos são de reconstrução. A tarefa será árdua, dado o tamanho do desmonte da Petrobras e das estatais em geral provocado pelo governo anterior, que vendeu 68 ativos estratégicos da Petrobras”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, que participou dos atos no Rio.

Segundo ele, a esperança agora se renova, com novos ventos soprando a favor da maior empresa do país. Após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), projetos de retomada e de fortalecimento se voltaram para a Petrobras e demais estatais, a começar pela exclusão de empresas do Programa Nacional de Desestatização.

De acordo com a FUP, com a chegada de Jean Paul Prates à presidência da Petrobras, mudanças positivas já foram adotadas, grande parte delas a partir de pleitos da entidade, como o cancelamento da venda de ativos da estatal e o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), implementada por Temer, em 2016, e mantida por Bolsonaro. A reabertura da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, igualmente pleito dos petroleiros, também foi promovida pela gestão Prates.

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