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PROTESTO

Queiroga é vaiado em congresso e chama público de “covarde”

Ministro da Saúde de Jair Bolsonaro é um dos responsáveis pela má gestão durante a pandemia

Da Redação

Por Da Redação

04/11/2022 - 10:26 h | Atualizada em 04/11/2022 - 10:53

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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga é um dos símbolos da atuação desastrosa do governo no combate à pandemia
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga é um dos símbolos da atuação desastrosa do governo no combate à pandemia -

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não foi bem recebido durante a abertura do 8º Congresso Norte/Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, nesta quinta-feira, 3, em Aracaju (SE). Ele foi vaiado pelo público assim que apresentado pelos organizadores e atacou as pessoas presentes.

‘Vocês só sabem fazer bagunça. São covardes. Nós não temos medo. Podem ficar vaiando”, disse ao microfone.

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As vaias foram intensificadas e, neste momento, parte dos participantes começou a se retirar do evento.

Irritado, Queiroga citou a Venezuela para atacar o novo governo eleito pelos brasileiros. “Nós encaramos vocês de frente. Perguntem na Venezuela o que está acontecendo. Não tenho dúvidas disso. Vamos mais, vamos aqui comparar”, afirmou.

O registro em vídeo ganhou rapidamente repercussão nas redes sociais, com muitas críticas ao desempenho do ministro da Saúde no combate à pandemia. Queiroga assumiu o Ministério em março de 2021 e deu sequência à atuação desastrosa do seu antecessor, Eduardo Pazuello.

Sempre muito obediente a Jair Bolsonaro, Queiroga participou ativamente do boicote à luta contra à pandemia, reproduzindo muitas vezes o discurso presidencial que colocava em dúvida a eficácia da vacina e procurava enaltecer remédios sem efeito comprovado no tratamento da doença, como a cloroquina.

Queiroga também acumulou episódios controversos. Durante a 76ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no mesmo ano em que foi nomeado ministro, fez gestos obscenos a um grupo de brasileiros que protestava contra o governo federal.

Causou repulsa quando, ano passado, disse que era “melhor perder a vida do que a liberdade", frase típica do bolsonarismo. Ele também ficou conhecido por atrasar a autorização para vacinação de crianças contra a Covid-19. Na época, argumentou que “a pressa é inimiga da perfeição".

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