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Samba do Rio deve ser declarado patrimônio cultural

Publicado segunda-feira, 08 de outubro de 2007 às 15:31 h | Atualizado em 08/10/2007, 15:31 | Autor: Agencia Estado
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As matrizes do samba do Rio de Janeiro - partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo - devem receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão sairá amanhã durante reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O conselho também vai avaliar o pedido de tombamento da Igreja da Vitória, em Salvador, cuja preservação do seu entorno encontra-se ameaçada pela especulação imobiliária.

A pesquisa do samba do Rio foi financiada pelo Ministério da Cultura e produzida pelo Centro Cultural Cartola, com orientação do Iphan. Ela reuniu uma série de referências: monografias, teses, livros, vídeos, reportagens, discografia da época, além do testemunho de vários sambistas da velha-guarda, como Monarco, Xangô da Mangueira e Nelson Sargento. Foram mapeados os registros históricos das seis escolas de samba mais antigas do Rio: Mangueira, Portela, Salgueiro, Vila Isabel, Império Serrano, Estácio de Sá.

Com a aprovação do registro histórico das formas originais do samba, o Iphan pretende incentivar sua prática. O instituto recomenda a criação de um plano de salvaguarda que incentive, apóie e promova ações de valorização das formas originais do samba do Rio de Janeiro, a exemplo do que ocorre com o samba de roda da Bahia. O documentário sobre o samba do Rio e o dossiê da pesquisa estão no site www.iphan.gov.br .

Igreja

A avaliação do pedido de tombamento da Igreja de Nossa senhora da Vitória, em Salvador, hoje ameaçada pela especulação imobiliária na região do Corredor da Vitória, poderá proteger um dos mais antigos monumentos neoclássicos da cidade e do País. Em sua fachada branca, repleta de talhas, frisos, guirlandas e festões, encontra-se o clássico frontão triangular greco-romano, sobre colunas, e seus altares guardam grande acervo de imagens barrocas.

A igreja foi construída originalmente pelos portugueses no século do descobrimento. Sua estética foi reformulada para uma linguagem clássica em 1910, quando já predominava o movimento do ecletismo.

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