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“Sou daltônico: todos têm a mesma cor”, diz Bolsonaro sem citar morte de homem negro em supermercado

Da Redação

Por Da Redação

21/11/2020 - 10:38 h

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Na publicação, Bolsonaro ignorou a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos | Foto: Marcos Corrêa | Divulgação
Na publicação, Bolsonaro ignorou a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos | Foto: Marcos Corrêa | Divulgação -

Neste Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o presidente Jair Bolsonaro minimizou a violência racial no Brasil. Na noite desta sexta-feira, 20, ele publicou um longo texto nas redes sociais, afirmando que é “daltônico” e “todos têm a mesma cor”.

De acordo com informações do UOL, na publicação, Bolsonaro ignorou a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, um homem negro assassinado por dois seguranças brancos em um supermercado do Carrefour, em Porto Alegre (RS). Ele não citou o Dia da Consciência Negra.

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"Não adianta dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos. Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado", escreveu Bolsonaro.

"Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos. Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença", completou.

Mais cedo, o vice-presidente, Hamilton Mourão, já havia dito que não existe racismo no Brasil e lamentou a morte de João Alberto. Durante o dia inteiro, Jair Bolsonaro evitou comentar sobre a morte do homem negro, que foi espancado em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. Os dois seguranças brancos tiveram a prisão preventiva decretada na tarde desta sexta-feira, 20, pela morte de João Alberto.

Segundo o UOL, o caso gerou comoção e revolta entre anônimos, políticos, artistas, entidades que defendem o movimento negro e de Direitos Humanos, entre outros. Já Bolsonaro, evitou comentar o caso.

Leia na íntegra o discurso de Bolsonaro nas redes sociais:

“O Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações. Somos um povo miscigenado. Brancos, negros, pardos e índios compõem o corpo e o espírito de um povo rico e maravilhoso. Em uma única família brasileira podemos contemplar uma diversidade maior do que países inteiros.

Foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo. Contudo, há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre classes, sempre mascarados de "luta por igualdade" ou "justiça social", tudo em busca de poder.

Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, problemas esses muito mais complexos e que vão além de questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrução moral, política e econômica. Os que negam este fato ajudam a perpetuá-lo.

Não adianta dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos. Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado.

Existem diversos interesses para que se criem tensões entre nosso próprio povo. Um povo unido é um povo soberano, um povo dividido é um povo vulnerável. Um povo vulnerável é mais fácil de ser controlado. E há quem se beneficie politicamente com a perda de nossa soberania.

Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos. Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença.

Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a nação, mas contra nossa própria história. Quem prega isso, está no lugar errado. Seu lugar é no lixo!”

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