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Taxa de transmissão atual da Covid é maior que pico da 2ª onda

Pesquisadores consideram o fator RT para saber se pandemia está controlada

Publicado sábado, 15 de janeiro de 2022 às 09:26 h | Atualizado em 15/01/2022, 11:53 | Autor: Da Redação
Após chegada da ômicron, taxa de transmissão não parou de subir, e voltou a romper o teto de 1 em 26 de dezembro
Após chegada da ômicron, taxa de transmissão não parou de subir, e voltou a romper o teto de 1 em 26 de dezembro -
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Especialistas afirmam que a taxa de transmissão (RT) do coronavírus já ultrapassou o pico da pandemia no Brasil, o que fez iniciar a terceira onda no país. O Rt no Brasil atingiu a marca de 1,53, contra um índice de 1,29 em 16 e 17 de março do ano passado, momento crítico da segunda onda do coronavírus. Os dados foram coletados a pedido do UOL pela Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais USP e Unesp.

A taxa precisa ficar abaixo de 1 para que a pandemia esteja controlada, de acordo com os pesquisadores. Quando ela chega a 1, individualmente a pessoa pode contaminar outra. Se for maior do que isso, cada doente vai poder transmitir o coronavírus para mais de uma pessoa.

"Com um RT em 1,53, 100 infectados podem contaminar 153 pessoas", como explicou a pós-doutoranda da USP e uma das coordenadoras da Info Tracker, a professora da Unesp Marilaine Colnago.

Em 2021, o RT se manteve acima de 1 durante todo o mês de janeiro, depois caiu e ficou abaixo desse valor até 23 de fevereiro, quando mais uma vez ultrapassou esse teto e atingiu o pico da segunda onda em 16 e 17 de março, quando marcou 1,29. Tal patamar só voltou a ficar abaixo de 1 em 18 de abril, quando superou a marca constantemente até o meio do ano, quando, finalmente, baixou a 0,62 no dia 16 de julho.

Quando tudo parecia controlado, a variante ômicron chegou oficialmente ao Brasil. A partir daí, a taxa de transmissão não parou de subir, e voltou a romper o teto de 1 em 26 de dezembro.

No dia 7 de janeiro, o Rt ultrapassou a barreira em todas as regiões do Brasil. No dia 9, a taxa nacional chegou a 1,31 —ultrapassando o pico da pandemia, em março passado— e agora bate em 1,53.

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