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Universidade Indígena: entenda como será a nova instituição

MEC prevê atendimento a 2,8 mil estudantes nos primeiros anos

Isabela Cardoso
Por
Lula sanciona lei que cria primeira universidade federal indígena do país
Lula sanciona lei que cria primeira universidade federal indígena do país - Foto: Reprodução/Facebook Funai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira, 28, a lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil (Unind). A instituição terá sede em Brasília e será voltada à formação acadêmica de povos indígenas, com foco em valorização cultural, autonomia e preservação de saberes tradicionais.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação, que informou que a universidade funcionará inicialmente no antigo prédio da Universidade dos Correios, localizado no Setor de Clubes Esportivo Norte, na capital federal.

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Universidade poderá ter unidades em outras regiões

Apesar de a sede principal estar em Brasília, a proposta prevê expansão para outras regiões do país. Segundo o MEC, a criação de unidades descentralizadas busca atender às especificidades culturais, territoriais e linguísticas dos diferentes povos indígenas brasileiros.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, a inauguração da sede está prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

A expectativa é que a instituição inicie as atividades com dez cursos de graduação e atenda cerca de 2,8 mil estudantes nos primeiros quatro anos de funcionamento.

Cursos terão foco em autonomia e sustentabilidade

A proposta pedagógica da Unind será baseada em um modelo educacional voltado ao fortalecimento das identidades indígenas e à integração entre conhecimento acadêmico e saberes ancestrais.

Entre os cursos previstos estão áreas ligadas à gestão territorial, sustentabilidade, saúde, educação e tecnologias.

Confira os cursos anunciados:

  • Gestão ambiental e territorial;
  • Gestão de políticas públicas;
  • Sustentabilidade socioambiental;
  • Promoção das línguas indígenas;
  • Saúde;
  • Direito;
  • Agroecologia;
  • Engenharias e tecnologias;
  • Formação de professores;
  • Áreas estratégicas para autonomia profissional.

Seleção terá participação das comunidades indígenas

A legislação sancionada autoriza que a universidade desenvolva processos seletivos próprios para ingresso de estudantes. O modelo deverá ser construído com participação das comunidades indígenas e considerar as diversidades culturais e linguísticas dos povos atendidos.

O quadro funcional da universidade ainda será regulamentado por legislação específica. Segundo o MEC, a instituição deverá contar com 366 docentes e 383 técnicos administrativos.

As contratações serão feitas por concurso público, com previsão de reserva mínima de vagas para candidatos indígenas.

Projeto amplia políticas de inclusão no ensino superior

A criação da Unind representa um avanço nas políticas públicas voltadas à inclusão de povos indígenas no ensino superior brasileiro. A proposta também busca ampliar a presença indígena em áreas estratégicas de pesquisa, gestão pública e desenvolvimento sustentável.

Além da formação acadêmica, a universidade pretende funcionar como espaço de preservação cultural, fortalecimento linguístico e produção de conhecimento voltado às demandas dos territórios indígenas em diferentes regiões do país.

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