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Vale vai à Justiça contra ocupação de ferrovia no PA

Publicado quarta-feira, 17 de outubro de 2007 às 15:51 h | Atualizado em 17/10/2007, 15:51 | Autor: Agencia Estado
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A Companhia Vale do Rio Doce anunciou hoje que comunicou à Justiça Federal a invasão da Estrada de Ferro Carajás e pediu a mobilização de força policial para retirada dos manifestantes. Em nota, a empresa declarou esperar providências rápidas das autoridades e externou sua "perplexidade" por ser alvo de ativistas cujas reivindicações, segundo avalia, não têm nenhum vínculo com ela, "como a defesa da reforma agrária e protesto contra o imperialismo".

O texto estima em 200 o número de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocuparam as margens dos trilhos da ferrovia na altura dos distritos Vila dos Palmares I e II, em Parauapebas (PA). A CVRD acusou os sem-terra de apedrejar um trem às 10h45, o que, afirmou, a levou a suspender a circulação na via férrea por medida de segurança.

A nota recordou que, há dez dias, a Vale informou à Justiça Federal a ameaça de invasão e que, no dia 8, o Judiciário concedeu à empresa uma medida liminar de interdito proibitório, "proibindo qualquer ato atentatório" contra a Estrada de Ferro Carajás e estabelecendo multa diária individual de R$ 100 reais.

O juiz Arthur Pinheiro Chaves também autorizou requisição de reforço policial para fazer cumprir a ordem e oficiou à Polícia Federal e à Polícia Militar para que apoiassem o cumprimento da decisão. Segundo o texto, a intimação foi entregue na última segunda-feira aos "responsáveis pelo movimento". A CVRD também informou, segundo o documento, "todas as autoridades estaduais e federais" sobre a ameaça de invasão.

"A CVRD repudia, com veemência, qualquer ato de violência que ameace o funcionamento de suas operações, causando, inclusive, prejuízos financeiros para o País, com a interrupção de exportações, além de comprometer a imagem das empresas brasileiras diante de clientes de todo o mundo", declarou a Vale no texto. Pela Estrada de Ferro Carajás passam diariamente cerca de 1.300 passageiros e combustível destinado a cidades do sudeste do Pará.

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