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TURNÊ

Patrimônio Nacional

Domingo tem o show Paralamas Clássicos na Concha Acústica, com o power trio mais amado do Brasil

Lila Sousa*
Por Lila Sousa*

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Trio formado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone
Trio formado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone - Foto: Divulgação

Alagados é uma das músicas mais marcantes dos Paralamas do Sucesso, com sua letra repleta de críticas sociais que retratam a realidade do Brasil, a canção entrou na lista das 100 maiores músicas brasileiras da revista Rolling Stone, na posição 63. Neste domingo, 9, o público baiano cantará este e outros sucessos na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em uma noite de celebração.

Faixa de abertura de Selvagem? (1986), seu terceiro álbum e um ponto de virada para a banda, que ali abraçou de forma mais explícita suas influências brasileiras, o título da canção faz referência à favela de Alagados, aqui em Salvador. Junto com essa música nasceu uma forte ligação da banda com a Bahia. Ligação que segue bem viva quase quatro décadas depois.

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“Voltar a Salvador é sempre um motivo de alegria gigantesca, a gente tem uma relação muito afetiva com a cidade que se construiu ao longo dessas décadas, de inúmeros shows inesquecíveis”, confirma o baterista João Barone. “Então a gente tá aqui na contagem regressiva pra chegar mais uma vez nessa cidade tão maravilhosa, tão linda e nesse lugar tão especial para os Paralamas”, acrescenta.

O trio formado por Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) apresenta a turnê Paralamas Clássicos, com o olhar voltado para a própria história. Junto ao trio, estarão mais três músicos que acompanham a banda há décadas: João Fera (teclados), Monteiro Jr. (saxofone) e Bidu Cordeiro (trombone).

O reencontro com o público é sempre marcado pelo carinho. Um espaço como a Concha Acústica torna o momento muito mais especial por conceder um tom intimista para o show. “É um alto astral incrível poder tocar na Concha, com uma plateia super em sintonia. Vamos chegar entregando um show pra cima, com muita música conhecida. Essa turnê nova, Paralamas Clássicos, o nome já diz, vai ser uma noite de festa”, afirma Barone.

Paralamas Clássicos é mais do que um show, é a história de uma paixão que se renova: da banda pelos palcos, do público pela banda, e de ambos pela obra.

Repertório consagrado

Foram selecionadas 31 músicas que passeiam por quase quatro décadas de carreira, numa viagem que tem início com o disco de estreia, Cinema Mudo (1983), e passa pelo mais recente álbum, Sinais do Sim (2017). Este trajeto através da música pela carreira do Paralamas terá canções de tom político que ajudam a entender a história recente do Brasil, como a já citada Alagados, O Beco, Perplexo e O Calibre. Além daquelas sobre o amor em suas mais diversas facetas, como Meu Erro, Lanterna dos Afogados, Aonde Quer Que Eu Vá, Seguindo Estrelas. Sem deixar de fora Vital e Sua Moto, Óculos e Ela Disse Adeus.

Com a variedade rítmica que consagrou o trio, o show passeia por diversos estilos, como a influência do rock inglês no começo da carreira em Fui Eu e Mensagem de Amor; do reggae e do dub em A Novidade e Melô do Marinheiro; o requinte pop que se destacou na produção dos anos 90 em Tendo a Lua e Busca Vida; além do diálogo com a música latina em Trac- Trac e Lourinha Bombril.

Barone explica que foi elaborada uma lista de canções com um roteiro que entrega várias atmosferas e climas: “Uma hora está mais rock and roll, outra hora está mais reggae, outra está mais na balada, com várias músicas legais que a gente sabe que a plateia vai estar na expectativa pra ouvir na hora do show”.

Quatro décadas

Quase 40 anos de estrada. 2023 marcará os 40 anos de início oficial da trajetória da banda, que gravou seu primeiro disco naquele mesmo ano. O público presente na Concha Acústica terá a chance de ver esses três músicos excepcionais que continuam produzindo grandes performances. Em Caleidoscópio, por exemplo, o guitar hero Herbert Vianna conduz a canção através de solos de sotaque blues. Destacando também o gigante baterista que é João Barone em O Beco, o groove inconfundível do baixo de Bi fazendo a cama sonora do início ao fim.

Muitas das músicas presentes ao longo desses anos ficaram na memória afetiva do público. “Essas músicas e essa obra do Paralamas foge da nostalgia, está muito presente ainda, a gente sente isso na plateia, é algo presente na vida das pessoas. Então a gente fica muito feliz de ver que as nossas músicas ainda dizem algo às pessoas tanto na letra, no discurso, quanto no sentimento”, relata Barone.

Neste momento em que muitas bandas dos anos 1980 estão atingindo a marca das quatro décadas, é possível ver os frutos dessa geração que é responsável por ter consagrado o rock dentro da música brasileira. “O rock era meio alienígena, um fenômeno de classe média nos anos 1970, quando começou a se falar de rock brasileiro, com Mutantes, Raul Seixas, depois a Rita Lee na sua carreira solo. E quando chegou a geração dos anos 1980 a gente surgiu naquele momento muito especial da abertura política, liberdade de expressão, que acabou ancorando o rock definitivamente dentro da música brasileira, da MPB”, ressalta com orgulho o baterista.

Para Barone, os Paralamas estão dentro do contexto de ser uma banda que começou neste período, com o Herbert sendo um dos representantes da geração de ouro do rock brasileiro, junto com Cazuza, Renato Russo, Titãs, Ira!, o rock do sul com Engenheiros do Hawaii e a produção baiana com o Camisa de Vênus.

“É um desafio pra todos os artistas, e bandas, que tem essa longevidade conseguir se sentir motivado de continuar fazendo música. No nosso caso, fazemos isso realmente como uma forma de vida. A nossa vida é a nossa música, o nosso trabalho. Então, a gente se entrega nisso hoje, como a gente se entregava no início. Talvez seja o que mais esteja igual depois de tanto tempo, tantas experiências, tantas coisas que vivenciamos. Temos o compromisso sério com a nossa entrega para a música, e é isso que a gente vai ver no show da Concha Acústica”, conclui.

Paralamas do Sucesso no show Paralamas Clássicos / Domingo, 9, 19h / Concha Acústica do Teatro Castro Alves / R$ 140 e R$ 70 / Camarote R$ 280 e R$ 140 / Vendas: Sympla e bilheteria TCA / Classificação: 16 anos

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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