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ACB em Foco

Por Paulo Cavalcanti

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Publicado quarta-feira, 08 de abril de 2026 às 5:25 h | Autor:

Unir para influenciar: o novo ciclo do associativismo empresarial baiano

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A eleição para a presidência da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), para o biênio 2026/2028, realizada ontem, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, marca o início de um ciclo que exige mais do que continuidade institucional. Exige direção, alinhamento e base.

A classe produtiva brasileira é uma das maiores forças organizadas da sociedade. São milhões de empreendedores, empresas e trabalhadores que sustentam a economia. Apenas considerando as grandes confederações nacionais, ultrapassamos 16 milhões de associados. Há estrutura, capilaridade, recursos, capacidade de produzir, gerar riqueza e empregar.

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Mas essa força ainda não se converteu plenamente em poder. Seguimos fragmentados, com cada setor atuando por conta própria, cada segmento defendendo seu interesse imediato e, nesse processo, perde-se a capacidade de influenciar decisões estruturantes.

O resultado é um ambiente em que pautas centrais para o desenvolvimento do país avançam sem o devido aprofundamento e sem a participação qualificada de quem está na base da economia. O debate recente sobre a escala 6x1 é um exemplo. Um tema complexo, que exige análise técnica, setorial e responsável, acaba sendo tratado de forma simplificada, distante da realidade produtiva.

Isso não acontece por acaso. Acontece porque ainda não estamos organizados em torno de pautas comuns. Porque não atuamos com unidade para transformar a nossa força em coordenação estratégica.

Outros grupos já compreenderam essa lógica. Sabem o que defendem, quem os representa e como atuar de forma coesa. Organização gera influência e a classe produtiva precisa fazer o mesmo.

Não se trata de defender interesses isolados. Trata-se de defender o Brasil que produz, emprega, paga impostos e sustenta o funcionamento do Estado. A empresa, como estabelece a Constituição Federal, cumpre função social, gera emprego, distribui renda e promove desenvolvimento. Ignorar isso é ignorar a base do país.

É nesse ponto que o papel da FACEB se torna decisivo. Fortalecer o associativismo na Bahia significa reconstruir a base, ampliar a integração entre as associações comerciais e consolidar uma atuação coordenada, capaz de dar unidade à classe produtiva. Sem base forte, não há representação efetiva.

A proposta que orienta este novo ciclo está ancorada em três frentes bem definidas: fortalecer o associativismo, ampliar a competitividade dos associados por meio de serviços e consolidar a participação institucional no processo democrático. Isso passa pela reativação e criação de associações, formação de novas lideranças, integração em rede e aproximação com quem produz em cada território.

Esse movimento está alinhado à diretriz nacional liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reforça a atuação municipal como base de sustentação do sistema associativista. Não existe força nacional sem estrutura local organizada.

As associações comerciais carregam uma história de articulação, defesa e construção de soluções para o ambiente de negócios. Retomar esse papel, com método e coordenação, é condição para reposicionar a classe produtiva no debate público.

Organização não é opção; é necessidade. E a FACEB assume esse compromisso: fortalecer a rede associativista, integrar esforços, dar direção e ampliar a capacidade de influência da classe produtiva baiana, em sintonia com o movimento nacional.

Assumimos este novo desafio com propósito, planejamento e com a convicção de que o futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.

*Presidente do Conselho Superior da ACB e presidente eleito da FACEB

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