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ARMANDO AVENA

A lenta recuperação da economia baiana

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Por Armando Avena
A maior dificuldade está na indústria
A maior dificuldade está na indústria -

Em se tratando da economia baiana, o Ministro Paulo Guedes ainda não entregou o que prometeu: o crescimento econômico. A maior dificuldade está na indústria, cuja produção caiu 3,1% entre janeiro a agosto de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas as exportações, que tradicionalmente puxam a economia baiana para cima, também estão caindo a quatro meses consecutivos e entre janeiro e setembro a queda é de mais de 7%. A crise da Argentina e a guerra comercial entre Estados Unidos e China derrubaram nossas vendas externas. As exportações para a China, nosso maior parceiro comercial, caíram 22% e para Argentina a redução foi de mais de 35%. A produção baiana grãos, setor que vinha batendo recordes, vai cair 10,% na comparação com a safra anterior, por conta das condições climáticas adversas. No comércio varejista da Bahia, as vendas ainda oscilam, mas se for considerado o comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, as vendas em 2019 registraram crescimento zero, ou seja, ficaram estagnadas em relação ao ano passado. Alguns setores registram crescimento, como os ramos de supermercados, farmácias e móveis, mas as vendas de automóveis caíram 1,3% em 2019, sempre em relação ao ano anterior. O setor serviços, que representa quase 70% do PIB baiano, também continua andando de lado e registra queda de 1,5% entre janeiro e agosto. Os dados são da SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais. Felizmente, alguns setores estão em nítida recuperação. É o caso das atividades turísticas e do setor de construção civil. O volume das atividades turísticas na Bahia cresceu 2,3%, entre janeiro e agosto e a construção civil retomou as atividade e é o setor que mais gerou novos postos de trabalho nos 8 primeiros meses do ano. E há uma notícia boa, pois, quando se trata do emprego com carteira assinada, a Bahia contratou mais do que demitiu em 2019 gerando 32 mil novos postos de trabalho, emprego gerado principalmente na construção civil e nos serviços. É possível que nos próximos meses haja um aquecimento da economia por conta da liberação dos recursos do FGTS e do próprio apelo do Natal, mas, ainda assim, a recuperação da economia baiana em 2019 será lenta e pouco consistente.

O turismo e o petróleo nas praias

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O desastre ecológico que jogou petróleo em nossas praias terá forte impacto econômico na Bahia. O governo e as prefeituras, cujas finanças já se encontram no limite, terão agora novos gastos com o recolhimento de toneladas de petróleo e com ações para minorar os efeitos no meio ambiente. O impacto no turismo será significativo, com a redução no fluxo de turistas prejudicando aquele que seria o melhor verão dos últimos anos. O responsável pela tragédia é o governo federal, que tem a função de monitorar e patrulhar o mar brasileiro e o transporte de óleo. E o prejuízo sofrido pela Bahia tem de ser ressarcido com a alocação de recursos federais e ações compensatórias.

Bahia: prejuízo nos feriados

O comércio de Salvador está deixando de movimentar cerca de R$ 76 milhões por cada feriado com a lojas fechadas por conta de não ter sido assinada a Convenção Coletiva com o Sindicato dos Comerciários, segundo estimativa da Fecomércio-BA. A negociação se arrasta a 7 meses. Com isso, perde o consumidor, que não pode dedicar seu feriado às compras, perdem os trabalhadores que ganham por comissão, e ficam sem a féria do feriado, e perde o turista que está em Salvador e quer ir às compras. E agora vai prejudicar todos os trabalhadores do varejo, já que o feriado do Dia dos Comerciários foi suspenso pela Fecomércio-BA e pelo sindicato, já que não foi assinada a convenção coletiva.

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