Editorial - A paz perpétua | A TARDE
Atarde > Colunistas > Artigos

Editorial - A paz perpétua

Confira editorial de A TARDE desta segunda

Publicado segunda-feira, 04 de março de 2024 às 04:00 h | Autor: Da Redação
Imagem ilustrativa da imagem Editorial - A paz perpétua
-

Conviver sem dissensões é imperativo para todos os povos, valendo como regra rija os meios de evitar discórdia, portanto, devem-se conter as ofensivas contra Gaza, por serem contrárias ao direito internacional à proteção de civis.

Não fosse a persistência dos senhores da guerra e amigos da indústria das armas, seria dispensável a exigência das Nações Unidas de um cessar-fogo, em si próprio humanitário, quando se percebe o desequilíbrio de arsenais.

A resolução de dezembro de 2023 permite pensar duas proposições complementares: a instituição criada no Pós-Guerra tem seu alcance limitado aos discursos; com isso, Israel não se sente obrigado a desistir do extermínio.

A atitude corajosa e determinada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora irrite as forças reativas no Congresso, tem sido um motor de tração capaz de puxar os países antes hesitantes a assinar o documento pacifista.

A mais recente demonstração de amor à vida do chefe de estado trouxe para o lado do bem 23 lideranças da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), clamando juntas pelo fim da insanidade.

A reprovação alcança inicialmente o grupo Hamas, pelo precipitado ataque de outubro de 2023, matando mais de mil civis e militares, além de trazer para seus esconderijos centenas de reféns, incluindo participantes de uma festa.

O contra-ataque sionista, no entanto, facilmente verifica-se desproporcional, no acréscimo de bombardeios de hospitais e escolas, sob disfarce belicoso de buscarem os comandantes varejar onde escondem-se guerrilheiros inimigos.

O colapso funerário de 30 mil palestinos não parece sensibilizar as superpotências, embora saibam rapidamente mobilizar-se, quando há outros interesses, como ocorreu no Golfo Pérsico, no Afeganistão e na Ucrânia.

A omissão, por um lado; os ataques cruéis, de outro, sinalizam o equilíbrio como o caminho do meio e da virtude, reativando a utopia da paz perpétua enquanto a maior das riquezas, pois sem ela não há prosperidade possível.

Publicações relacionadas