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A TARDE Agro

Por José Luiz Tejon | [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 26 de junho de 2022 às 18:36 h | Autor: José Luiz Tejon | [email protected]

Quem governa o ESG do agro brasileiro?

Cabe ao agronegócio educar e definir a percepção que deseja ter de toda a sociedade brasileira e mundial

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A pergunta significa quem responde pela governança da sustentabilidade do agronegocio nacional? A quem compete incluir e colocar juntos todos os fatores de uma cadeia produtiva larga, extensa, com impactos desde sua concepção na genética e na ciência, até nas mais variadas formas de produção nos campos e nas águas, com uma vastidão gigantesca de distribuição de seus derivados aos consumidores, desde pessoas com alta renda para consumir até aqueles que vivem na faixa da pobreza extrema, mas encontram com criatividade soluções baratas para sobreviver.

E ali está presente o agronegocio que reúne diversos aspectos positivos, por gerar trabalho e renda para milhões de produtores rurais, de comerciantes, agroindústrias, transportadores, cientistas, educadores e vendedores, sem esquecer os entregadores dos delivery dos supermercados, bares e restaurantes, ou o espetinho de queijo nas praias da Bahia. E que reúne problemas a serem resolvidos nos seus seis biomas, incluindo o combate ao crime e a ilegalidade onde criminosos ficam em silêncio enquanto os agricultores ficam injustamente expostos.

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Conversei com Hélio Mattar, presidente da Akatu, uma ONG sem fins lucrativos, depois de uma apresentação de um trabalho, exatamente de governança ESG, em início de realização para o setor empresarial de tintas do país. E ele me disse que “se não reunirmos todas as partes, todas as peças, ficamos perdidos numa confusão com aspectos pontuais aqui e ali, que nos chamam a atenção e nos distraem da montagem de toda uma constituição da cadeia produtiva como um todo”.

Dessa forma, ESG significa que, além dos compromissos de um capitalismo consciente, com seus benefícios para a sociedade, a natureza e seus empreendedores, ESG quer dizer mais lucratividade consciente a longo prazo.

E aqui fica a questão quando olhamos o agronegocio. São mais de 200 entidades, instituições, agentes do antes, dentro e pós porteira das fazendas, além do próprio governo em si, federal, estadual, municipal. A quem compete coordenar e governar ESG nessa mega economia, com 30% do PIB diretamente envolvido e que impacta outros tantos indiretamente?

Está na hora de nos reunirmos para uma governança só. A percepção dos consumidores definirá o sucesso do nosso agronegócio, mas cabe ao agronegócio educar e definir a percepção que deseja ter de toda a sociedade brasileira e mundial. Hora de governança total percebida .

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