Transição agro governamental avança
Novo governo prega sustentabilidade e crescimento e cerca setor de expectativa

Tenho conversado com os coordenadores da equipe de transição do agronegócio para o novo governo. Na última semana ocorreu a adesão de diversas entidades convidadas, conforme Neri Geller, ex-ministro, me informou na última sexta-feira.
Segundo os coordenadores, existe uma proposta de uma grande meta que foi inclusive anunciada pelo presidente eleito Lula no Egito, na COP27: “dobrar o agro de tamanho com sustentabilidade, incluindo 30 milhões de hectares de áreas já degradadas com recursos e apoio especiais“.
Agricultura de baixo carbono, o plano ABC+ já é de domínio do país, e grande parte dos produtores rurais utilizam esse conhecimento. O plantio de soja, com milho safrinha, brachiaria, plantio direto, integração ILP e ILPF (Integração Lavoura Pecuária e Floresta) comprovam o resgate do carbono, do metano. A EMBRAPA deverá receber atenção de segurança estratégica do país, assim como bioenergia, biogás. Pequenas e médias propriedades ao lado do cooperativismo são fundamentais da mesma forma, nos planos de combate à fome, onde uma aliança mundial para alimentação humana precisará ser definitivamente construída.
Na equipe da transição agro governamental há uma busca por “pacificação” no setor. Os coordenadores com quem conversei, além de Neri Geller, também Carlos Favaro, senador (MT), Carlos Augustin produtor e empresário (MT), todos se referem a uma inequívoca importância do agronegócio para o país e para o sucesso do novo governo. Atrair recursos internacionais para programas agro ambientais, agroalimentares, e agroenergética, e transformar a imagem mundial do agro brasileiro como sendo de fato segurança para o mundo com meio ambiente compreendido e embarcado em todos os produtos aqui originados são metas propostas. Entidades representativas do antes, dentro e pós porteira das fazendas, comércio, serviços, indústria e agropecuária devem compor a transição.
Sobre as questões indígenas, ouvi que precisamos conversar e enfrentar o que precisa ser corretamente feito de forma racional e longe de ideologias.
Enfim, o mundo não é perfeito, nenhum de nós é perfeito, porém precisamos de confiança para debatermos opiniões contrárias e diferentes, sabendo que do bom conflito nascem as grandes inovadoras soluções.
Estou realista, esperançoso. Pra frente Brasil!
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